O Vendedor

quarta-feira, abril 22, 2009

«Tenho para mim que nada disto é acidental. Estamos perante uma invasão sem precedentes. Uma conspiração feroz e implacável. Salve-se quem puder!»

Simultaneamente com a chegada do novo milénio, registou-se a entrada de milhares de indianos no nosso país que, depois de muitas malas e bagagens, se foram fixando, lenta e paulatinamente, no pequeno comércio nacional. De início, especializaram-se nos filmes pirateados de Bollywood, nas músicas libidinosas de artistas conceituados como Ravi Shankar ou Sheila Chandra, mas especializaram-se sobretudo no comércio de roupa contrafeita. O sucesso foi imediato. Mais tarde surgiram as flores, a bijutaria e a quinquelharia. Um pouco por todo o lado foram surgindo lojas e utensílios, no mínimo, incomuns. Foi numa destas lojas que encontrei, entre outras coisas, uma tigela que dava música, uma caneta com a capacidade de cortar unhas e de lanternas equipadas com rádio e chave de fendas. Hoje o negócio está mais difundido que nunca e todos os dias chegam ao nosso país mais e mais indianos, o que me leva a concluir uma coisa: está em marcha um plano. Eles, é inútil pensar o contrário, querem conquistar-nos. Nós, um país vanguardista, somos um alvo, logicamente, apetecível e por isso temos que partilhar o nosso país com eles. Sugiro que cortemos estradas, que façamos uma muralha impenetrável à volta do nosso país, que limitemos o tráfego aéreo nacional a companhias aéreas portuguesas e que, muito importante, andemos de olho bem aberto! Eu estou disposto a tudo.
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Cuidado com os teleféricos.

21 comentários:

Filipa disse...

Eu não quero nada obrigada! Junto-me à tua causa e é já.. eles são muito estranhos. Acho, sempre achei aliás, que por baixo daquele bigode farfalhudo se esconde um demónio. Fazem cara de bonzinhos só para nos tirar o dinheiro .. não podemos premitir isto!!!!

beijinho

Ivan Mota disse...

Vou já avisando que não quero que fiquem quaisquer tipo de dúvidas.

Respeito a sua origem, o seu trabalho, a sua luta diária por sobrevivência, a sua força. Admiro a sua perseverança e claro .. gastronomia!

Alexandra disse...

LOOOL xD Uma verdadeira conspiração portanto xD

Os mais chatos são o que andam na praia a vender relogios, toalhas, etc... e chapeus de chuva -.-' *

Joli disse...

LOOOOOL Brutal xD

Uma vez ganhei duas rosas à custa desses senhores, mesmo sendo 1 euro cada ahahahah

Eu vou comer comer comer laranjas e bananas...

LOL :D*

'stracciatella disse...

Para as meninas, estes indivíduos podem tornar.se lisongeiros; para os rapazes embriagados/engatatões podem tornar.se dispendiosos.
É este factor que vem equilibrar a balança do sexo feminino, fazendo frente à questão da maternidade.

***

Patrícia disse...

Fantástico o tema e a Anatomia está brilhante também. É realmente verdade que os "Ké-Frô" conseguem aparecer nos momentos mais impróprios para nos venderem flores. Será que eles fazem ideia do alvo de gozo que são? Não pelas suas origens, claro, mas pelo trabalho que fazem...

Beijinho*

izzie disse...

Muito bom!
Já tinha saudades de te ver criar a tua própria teoria maléfico-sociológica.
Cá estão umas personagens em quem já não pensava há uns tempos... mas agora que voltaram a povoar a minha mente... partilho a visão de invasão quase iminente e mais forte...

Beijinho,

Sandra disse...

meu Deus tu és tão exagerado :| a sério.. é normal virem à procura de "melhores condições"... tal como nós muitas das vezes vamos... a mim não me fazem impressão :D *

Wilson disse...

E as luzinhas? Ninguém se lembra das luzinhas que eles costumam vender? ;D

Eu fiz um trabalho de Psicologia sobre Identidades e decidimos criar o Maarat Rajiv. 47 anos, quê-frô e tinha um part-time no restaurante Taj-Mahal do Caril :P

E também usei essa imagem!

Dialecto Para Surdos disse...

Estou completamente de acordo. Esses ditos comerciantes, tendem a aparecer em momentos inapropriados.
Poderia passar horas a fiu a falar sobre esses vendedos de segunda, no entanto, como tambem admiro um pouco a sua cultura, vou-me limitar a dizer que a persistencia nao é um bom metodo de comercio. ( isto para os Ké-Frô ) Uma vez não é sempre não cá em portugal!

O workshop é de borla a todo aquele que se considere capaz de abrir a sua mente para saber ouvir e identificar senhor Ivan Mota.

Seasoing disse...

Aqui em Leiria acho bastante piada a um que nas noites académicas não se limita a ir aos bares, paga também a sua entrada e vai até aos club's onde se senta numa mesa a tentar vender às pessoas mais embriagadas que vê

Cat disse...

Eu tenho tantas histórias com esses senhores. No Bairro Alto então...!
Um, já quase se enfiou entre mim e o meu namorado, com os insistentes "qué frô?". Outro enfiou-se no meio de uma roda quando à meia noite cercámos a aniversariante, para lhe cantar os parabens. Nós a cantar e ele chato, como tudo, a querer vender.
E um, uma vez, perguntou-me "do you wanna sniff a line?". Haaam, não mas obrigado por ofereceres, sim?

a.menina disse...

Só assim por acaso, já me aconteceu numa discoteca ter alto bate boca com um sr porque tava a insistir para eu ficar com uma rosa e eu a dizer-lhe que pela sua rica saúde me desampara-se a loja que eu não queria comprar flor nenhuma, depois de grande circo é que ele me disse "mas não tem que comprar nada, é a noite da mulher e a discoteca esta a oferecer flores a todas as mulheres, mas se não quer, não quer!" GRRRR LOOL :P

Beijo

'stracciatella disse...

Esqueci.me de dizer que tenho lá uns prémios para acrescentares ali àquela coluna.

***

A. disse...

A verdade é que quando, querem, esses senhores conseguem ser muitissimo chatos !

Emília das Meias às Riscas disse...

Eu acho é que todo o homem tem direito à felicidade... Mas... que a liberdade de uns, acabar onde a liberdade dos outros começa. Seja por isso, andamos todos a interferir na liberdade uns dos outros! E eu acho isso mal! Aliás acho isso muito mal!! Solução: fazemos como os Estados Unidos. Sim, como os Estados Unidos, porque se eu quiser ir lá viajar numa de turista e tal não me deixam se o meu ordenado for inferior a uma tal quota não sei de quanto, então... Mas as outras personas no mundo podem de livre vontade vir pra Portugal, estabelecerem-se aqui, e dar cabo da nossa economia? e nem são turistas! Ora por favor... Mais escolha se não se importam! Fechem as alfandegas e os portos e cobrem taxas para entrarem neste pais, porque se eu não posso ir aos Estados Unidos por não ser rica, também acho mal que os indianos venham pra Portugal por serem pobres! e tenho dito!

(já agora é de referir que te acho uma pessoa bastante inteligente!=D)

Catarina disse...

Pobres indianos! Para além do seu país admiro imenso a sua gastronomia. Mas de facto uma óptima caricatura.
Agora queria apenas acrescentar um parênteses :D
Há uns tempos vi num telejornal a reportagem de um instituto qualquer (o qual eu de facto não me lembro do nome) onde eram estudados os comportamentos sexuais de casais colocando-os em salas enquanto visionavam um certo tipo de filmes, vá 'eróticos', eu achei fenomenal (ou não) o número de casais que de forma idealmente inovadora se irão (auto)propor para a realização dos mesmos xD
Enfim, adiante, tenho de admitir que ao ver a dita reportagem tive uma imediata caricatura da mesma feita aqui no teu blog.
Portanto tenho uma grande pancada mas a de hoje resolvi partilhar contigo!

Daniela disse...

Pobres portugueses, isso sim! Pobres criaturas, que nao fazem mal a ninguem, passando apenas a vida a lutar por um mundo melhor, de tal modo que criaram um país tão atractivo economicamente que tudo o que é estrangeiro quer aproveitar!

Não tenho tido muitas más experiencias, excepto, claro, quando vou jantar com amigos, em que há sempre um destes senhores a tentar impingir as belas flores ao rapazes.

Quanto à muralha, lamento desapontar-te Ivan... mas parece-me inútil. Mesmo que consigamos evitar a praga indiana... os chineses já fizeram o serviço.

Ana Paula Motta disse...

Cá por essas os indianos ainda não aportaram, mas o chineses...
Mas acho que é o preço do mundo em que vivemos e fechar fronteiras não me parece a solução.

Ivan Mota disse...

Pois. O Jardim não os quer na Madeira. Seguem directos para o Brasil. Esta coisa dos monopólios tem muito que se lhe diga..

Menina do Mar disse...

ai indianos!! também já não posso mais... Kê fro's então...
*
p.s: hi!

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