O Progresso (sem limites)

terça-feira, maio 05, 2009

«Polícia! Vai em excesso de velocidade! Na próxima oportunidade quero que encoste à sua direita. Repito! Na próxima oportunidade vai encostar à sua direita. Abrande a viatura e encoste à sua direita, é uma ordem!»

O Homem, não é novidade para ninguém, procurou, desde sempre, fazer-se deslocar. De início, esse fardo era responsabilidade dos animais que, mal ou bem, se esforçavam por ajudá-lo (que remédio!). Séculos mais tarde, com a revolução industrial, abriram-se as portas ao progresso e surgiram assim meios de transporte nunca antes sonhados. A evolução, apesar de paulatina, foi tão grande que hoje em dia temos, ao nosso dispor, um arsenal quase infinito de transportes (marítimos, aéreos, terrestres e espaciais). É quase impossível imaginar o mundo sem a evolução da tecnologia e mobilidade de que hoje dispomos. Outrora, chagavam a fazer-se viagens de Lisboa ao Porto em doze horas, hoje é possível chegar à Lua, imagine-se, em menos de seis. Consultem este site e vejam quanto tempo demorariam, escolhendo diferentes destinos e modos de viajar. A evolução tem sido em catadupa mas.. haverá efectivamente um limite como muitos vaticinam? Para que percebam que essa hipótese está excluída à partida, peço a vossa atenção para o seguinte raciocínio; Sabe-se que a estrela mais próxima do Sol é Proxima Centauri. Está sensivelmente a 4,22 anos-luz (quarenta triliões de quilómetros de distância) da Terra. Com a tecnologia existente em 1998 (sonda Deep Space 1 movida a iões) levaríamos cerca de oitenta e um mil anos a chegar à referida estrela. Em 2005, viajando a sessenta e dois mil quilómetros por hora, a Voyager 1, levaria setenta e seis mil anos a chegar a Proxima Centauri. Para concluir o raciocínio, está em equação o Projecto Orion que, movido a bombas nucleares, estará preparado para viajar a cinquenta e quatro milhões de quilómetros por hora (5% da velocidade da luz) precisando assim de oitenta e cinco anos para chegar a Proxima Centauri. Haverá limites? Deixo para reflexão.
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Cuidado com os teleféricos.

13 comentários:

Gema disse...

Uma sugestão bem dada, mas que ninguém quer ver ser posta em práctica, infelizmente.
Há muita gente a lucrar com este sistema... mesmo que para isso morram pessoas.
Um sonho utópico.

Sandra disse...

realmente começando por aí era um bom inicio... nunca tinha pensado nisso - LOL.~

Beijinhos :)

Wilson disse...

Amanhã vou partir para Proxima Centauri de automóvel a 60 mph e chego lá daqui a 50 milhões de anos.

Depois mando um postal :P

Cressélia disse...

Eu estou à espera do TGV para ir à lua. São só 7 semanas e meia, acho que vale a pena

Inês Brito disse...

Nunca haverá limites.
Tudo é possivel, é só uma questão de tempo. A questão não é se é possivel em termos humanos, mas sim se o que temos feito até agora deixa que a natureza nos permita realizar tal feitos.

Bj,
(i)

Cat disse...

Mesmo assim, 85 anos não parece nada pouquinho ;)

'stracciatella disse...

Este texto foi sempre assim ou eu ontem li uma versão diferente? *

Selenyum disse...

O limite teórico é a velocidade da luz. No entanto é necessário uma energia infinita para poder viajar a essa velocidade. Claro mesmo que viajássemos a essa velocidade teríamos que lidar com efeitos relativistas (que posso explicar a quem tiver vontade de os aprender).

Soluções: Dimensões extra? Taquiões? Buracos negros e buracos brancos? Ou pura ficção?

Filipa disse...

Realmente.. de simples animais de tracção a naves capazes de deslocações à velocidade da luz .. teremos uma boa história para contar aos outros povos interestelares lol

OSNI!

Selenyum disse...

Os efeitos relativistas são devidos ao valor da velocidade ter um máximo igual a da luz e esse valor ser constante, e também ao postulado de que as leis física terem que ser válidas em todos os referenciais. Se atirares um pedra de um carro em andamento a velocidade da pedra será a velocidade a que a tirares soma vectorial com a velocidade do carro. No entanto se acenderes as luzes do carro isso não é verdade, porque a velocidade da luz que sai do carro em andamento é a mesma que de um carro em repouso.
Logo surgiram as formulas de Lorenz que relacionavam isso. Por isso tempo têm que ser transformados.

Selenyum disse...

Eu conheço o livro "A formula de Deus" mas não concordo com o final.

Filipa disse...

O Universo é gigante! Infinito? Talvez.

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