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O Drone

sábado, setembro 21, 2019

Sun Tzu alertou. "Estratégia é tudo. Tira proveito do despreparo do teu inimigo, transforma o seu caminho em rotas desesperadas e ataca nos locais de descuido". || O 3° maior orçamento militar do mundo, aquele que investe mais em defesa que Rússia, França ou Índia, aquele que dedica quase 9% do seu PIB à defesa (Arábia Saudita) foi vítima de uma jogada de mestre que a expõe e prova o quão impreparada está. Uma eventual guerra contra o Irão será sempre dura..

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A (boa) Gatunagem

segunda-feira, março 07, 2011

«Você não tem vergonha de andar a roubar carteiras, em vez de trabalhar? Está preso em nome da lei...»

É muito aborrecido um tipo ficar sem carteira nos apertões do metropolitano ou encontrar a casa assaltada quando regressa de férias - ninguém duvida. Porém, um mundo habitado apenas por gente séria talvez não fosse o paraíso que muito tendem a apregoar. Arrisco mesmo que a nossa estrutura social, construída a contar com a gatunagem, a delinquência e a criminalidade barata, sofreria um rude golpe se elas desaparecessem. Se de um momento para o outro desaparecessem os ladrões e toda essa escória dos fora da lei, que faríamos nós dos polícias, juízes, advogados, do pessoal dos serviços prisionais e de toda a complexa máquina da justiça? Desemprego?... Mas os problemas não se ficam por aí, pois seria tarefa bem difícil reconverter toda a gama de indústrias que produzem artigos destinados a proteger o cidadão dos amigos do alheio. Como é claramente o caso das portas e portões à prova de todas as artimanhas, das chaves, dos cadeados e aloquetes, dos fechos, das trancas e gradeamentos, dos cassetetes, das algemas e arames farpados, dos alarmes anti-roubo e de toda uma enorme diversidade de dispositivos de segurança, dos mais simples aos mais sofisticados. Numa sociedade como a nossa - e por muito que isso pese às mentalidades - os gatunos têm o seu lugar entre nós e contribuem, à sua maneira, é certo, para fomentar o emprego e desenvolver a produção industrial. Queiramos ou não, são nossos parceiros sociais.
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A Nossa Pequenez

quinta-feira, abril 15, 2010

«Desculpe, importa-se de repetir?»

Quem não considerar de bom tom o excesso de adjectivação é melhor parar por aqui. A partir da próxima linha o que não faltarão são qualificativos, superlativos e demais hiperbólicos vocábulos. Feito o reparo, dizer que apesar de estranho temos muitas razões para ser felizes. Por alguma razão, ainda desconhecida, provavelmente genética, não o somos. Na verdade somos um pobre coitado, um eterno deprimido, um péssimo exemplo que se queixa de tudo e de nada, que se odeia e que, como não podia deixar de ser, detesta o sucesso alheio. Somos um país brando, negligente, um país promotor de incompetência e pouco humilde. Falha após falha a História faz-se, os casos repetem-se, os factos acumulam-se e este epíteto que se criou à volta do nome Portugal mina, por completo, a nossa, tão importante, confiança. Há alguns anos aprendi que: "os exemplos vêm sempre de cima". Se assim é, e numa altura em que se fala abertamente de crise, numa altura em que, mais do que nunca, se pede sacrifício, esforço e empenho aos portugueses, que idiotice é esta de dar tolerância de ponto aos trabalhadores nos dias 11, 13 e 14 de Maio, em virtude da visita do Papa ao nosso país? Estará Sócrates a tentar comprar o seu prometido "cantinho no céu"? Chamem-me reaccionário, herege, Velho do Restelo, que posso bem com a vossa prosápia, não façam é de mim um pateta. Esta iniciativa (já nem vou discutir a inconstitucionalidade que a questão encerra) não tem finalidade nem a mínima razão de ser. Recuso-me, por conseguinte, a ludibriar a realidade, recuso-me a pactuar com um Estado que pratica terrorismo institucional, não quero fazer parte de um país menor. Bem sei que temos um histórico de aproximadamente quarenta anos de ditadura, porém já vai sendo tempo de romper definitivamente com esse passado terrível. Olhemos de soslaio para a índole trabalhista dos japoneses - não de forma reprovável, mas com um misto de admiração e indulgência - que têm direito a três dias de férias anuais. Costuma dizer-se que tudo o que é demais é doença - neste ponto estamos de acordo - mas estamos também perante um caso paradigmático de amor à causa, de amor à pátria. É preciso dar um passo em frente, é preciso fazer mais - não vou aderir "à borla" do governo. Tempos houve em que acreditar que a Terra gira à volta do Sol indiciava demência e loucura, hoje começo relutantemente a aceitar que o enfermo sou eu.
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A Promoção

sábado, fevereiro 27, 2010

«Depois de uma segunda volta de campeonato que excedeu todas as expectativas, Portugal sobe assim ao principal escalão. Estão lançadas as bases, boa sorte!»

Já acabou o tempo em que Portugal fitava o mundo com um olhar subalterno e serviçal. Hoje Portugal olha 'olhos nos olhos' para os outros, está na moda e é cada vez maior. Que se cale para sempre quem diz que Portugal é um país pequeno. Portugal tem, a título oficial, 92 090 km² de área terrestre. No entanto, se a este valor adicionarmos a área territorial marítima, sobre a qual temos soberania até às doze milhas de distância da costa e as duzentas milhas da ZEE, sobre a qual temos soberania económica (os direitos de exploração) então Portugal cresce e muito chegando aos 1.710.000 km² de superfície. Números redondos, o nosso país ocupa o 109º lugar, a nível mundial, em termos de superfície terrestre, mas se pensarmos em Portugal como um todo - o que implica falar da área de jurisdição no mar - então ocupamos a 11º posição. Portugal é, imaginem só, maior que a Índia. Mas não é só; Bem sei que é coisa recente, mas o que dizer deste espontâneo proliferar de catástrofes naturais no nosso jardim à beira-mar plantado? Que me lembre, o nosso país foi sacudido por tornados, tremores de terra, cheias incríveis, frio e tsunami's num curto espaço de tempo. Não há qualquer dúvida, está tudo a mudar. Nós, o Brasil da Europa, estamos, neste exato momento, capazes de competir cara-a-cara com os nossos amigos americanos, indonésios e japoneses relativamente a esta questão. Mas, ainda assim, há mais: O Terrorismo/ETA (prometo não referir o nome de Otelo Saraiva de Carvalho neste texto). Este fenómeno, que é para todos nós uma novidade, teve o dom de catapultar a marca Portugal além-fronteiras - o que só vem enobrecer a nossa posição no mundo. Apesar desta ascensão meteórica temos ainda um longo e sinuoso caminho pela frente. Não creio que se deva proibir o sonho, mas porque é mesquinho semear ilusões, o náufrago - ainda longe de terra - não pode esquecer-se de continuar a nadar. Viva Portugal.

«Temos muita insegurança e emigrantes em França, temos o 13 de Maio... temos queijo e temos paio...» - Manuel João Vieira.

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Provinciana Ignorância

terça-feira, fevereiro 09, 2010

«Momento Fórum TSF: Cuspiu nos portugueses, cuspiu no Camões, cuspiu no Presidente da República, enfim.. cuspiu em toda a gente.»


Quase cinco meses depois de ter estalado uma "guerra aberta" entre portugueses e brasileiros, motivada pelo silly movie de Maitê Proença, continua, para meu espanto, o rol de acusações de parte a parte - o que me leva a concluir uma coisa: existe um problema gravíssimo de autoestima entre os portugueses. Fui ler comentários ao youtube, a petições e a notícias diversas e fiquei absolutamente aterrado. Dos comentários dos brasileiros salta à vista uma arrogância sem limites - típica, aliás, dos países grandes - e, ao mesmo tempo, uma espécie de desculpabilização, como se tudo o que há, actualmente, de mau no Brasil se deva ao facto de termos sido nós os colonizadores daquele país. Dos comentários portugueses há a realçar um complexo de inferioridade, no mínimo, aflitivo. O que concluir de tudo isto? Isto prova, entre outras coisas, que portugueses e brasileiros não se conhecem uns aos outros; Isto prova, entre outras coisas, que Portugal e Brasil vivem mal com a sua História. Esta é a prova cabal que, tanto um como outro, não têm respeito por si próprios. Em parte concordo com Maitê Proença: O lado paroquial português continua a fazer estragos, isto é, a fazer de nós um bando de bacocos. Acabemos com esta balcanização de mentalidades. Acabemos com este nacionalismo bárbaro e anacrónico.

«Portugueses e Brasileiros tanta coisa em comum, mas há sempre a barreira da língua...(como dizia o outro)»

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Povo Instruído

domingo, fevereiro 07, 2010

«Deutschland, Deutschland über alles, über alles in der welt, wenn es stets zu schutz und trutze Brüderlich zusammenhält...»

Günther Oettinger é um político alemão que teve a brilhante ideia de exigir uma Alemanha mais aberta ao «British», uma Alemanha mais aberta ao mundo exterior. So far, so good não fosse o facto deste senhor se mostrar um péssimo, para não dizer medonho, falante da língua inglesa. A questão alemã (não me refiro à "questão alemã" do pós-guerra, obviamente) - em relação à língua inglesa - é muito mais complexa do que possamos pensar. Os alemães sabem-na, do mais velho ao mais novo. Simplesmente, daí que o problema seja intricado, recusam-se a exprimir dessa forma. Felizmente, as novas gerações ultrapassam com facilidade esse pequeno obstáculo. Mut, meine Söhne. Que Portugal vos siga, definitivamente o exemplo.



gut, dann auf Wiedersehen.

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O Europeu

terça-feira, dezembro 29, 2009

Em boa verdade, não há como esconder este facto. Sou um europeu digno desse epíteto. Dei comigo a pensar na enormidade de produtos europeus que consumo, e fiquei pasmado. São eles: couve de bruxelas, sortidos húngaros, bolo inglês, whisky escocês, bola de berlim, alho francês, molho inglês, francesinhas, salsichas alemãs, molho à espanhola, bife «à milanesa», café irlandês, waffles belgas, tortilha espanhola e chocolate suíço.

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A Ideologia

quinta-feira, dezembro 24, 2009

«O mundo não é estático e o status quo não é sagrado. Mas não podemos permitir a sua alteração [...] por métodos coercivos..» - Harry Truman

O pós segunda guerra mundial teve, acima de tudo, um pendor antagónico. Transformadas em superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética, procuraram estender as suas áreas de influência e assumiram uma rivalidade declarada. Para dizer a verdade, mais do que as ambições geoestratégicas dos dois países, confrontaram-se duas ideologias e duas formas de vida opostas: de um lado o modelo capitalista , do outro o modelo socialista. Ao folhear o livro "O Humor de Misha", de A.E.Prieto, que trata este assunto, lembro-me de ter lido uma anedota muito popular na época que explica tintim por tintim toda esta história (e que, deixem-me que vos diga, acho deliciosa):

A situação é relativamente simples de explicar. Estão dois miúdos, um de cada lado do muro, a conversar. A criança do lado ocidental - habituada a um sem número de comodidades - mete a mão na ferida dizendo: "Eu tenho uma banana! Eu tenho uma banana!". A criança do lado oriental atordoada e sem saber o que responder foge. Chegado a casa pergunta ao pai: "Pai! Está ali um miúdo no lado ocidental a dizer que tem uma banana.". O pai, consciente da situação, responde: "Opá, diz-lhe que tens o socialismo.". No dia seguinte, à mesma hora, as duas crianças voltam a encontrar-se. A criança do lado ocidental, com um sorriso de orelha a orelha, provoca: "Eu tenho uma banana! Eu tenho uma banana!". Preparada, a criança do lado oriental, replica: "E eu tenho o socialismo! E eu tenho o socialismo!". Sem saber do que lhe estão a falar, a criança ocidental tenta salvar a honra: "E eu também vou ter! E eu também vou ter!". Eis que o miúdo do lado oriental responde: "E ficas sem a banana! E ficas sem a banana!".
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A Honra

domingo, dezembro 13, 2009

«Estou muito feliz por ter conhecido aqui os nossos árbitros, para mim foi uma honra do (...) e um prazer ter conhecido gente da vossa categoria, pessoas que me deixaram uma boa recordação...» - Sousa Cintra (antigo presidente do Sporting Clube de Portugal)

"Juro por minha honra que..". A honra já não é o que era. É certo que, ainda hoje, a honra costuma ser o primeiro argumento invocado pelos políticos que surgem envolvidos em casos de corrupção, mas, e sejamos justos, é também uma reação compreensível perante a força que uma acusação representa nos dias de hoje. A honra já não é o que era. Hoje o capitão do navio já não é o último a abandonar o barco, o treinador é sempre o último a despedir-se, políticos, empresários, administradores ou dirigentes desportivos alegam que abandonar o barco em plena tempestade é, a todos os níveis, uma retirada desonrosa, os médicos insistem em passar atestados quando assim não se justifica, acabaram-se os duelos de honra, o ritual suicida dos samurais, etc. Noutros tempos, o opróbrio da desonra era não só um problema para o indivíduo, mas também para toda a família e gerações vindouras. A desonra funcionava como uma maldição de duração indeterminada, uma noção que contraria as actuais correntes de pensamento, as quais libertaram o pensamento do Homem de todo o tipo de restrições que lhe são impostas. Apesar disso, que uma família fique marcada para toda a vida pelo alegado comportamento desonroso do tetra-avô do avô da tia parece-me absurdo. Contudo, continuo a ter a sensação, em muitas situações, de que existem condutas tudo menos honrosas na nossa sociedade. É um pouco como diz o outro: A honra já não é o que era.
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O Júbilo

quarta-feira, outubro 07, 2009

«Uma vitória extraordinária e uma derrota extraordinária» - Fernando Braga de Matos

Classificar de extraordinária a vitória eleitoral do Partido Socialista é tão extraordinário como surpreendente. Realmente, depois de um extraordinário trambolhão como este, depois de perder uns extraordinários quinhentos mil votos, ficando atrás da abstenção dificilmente alguém, no seu perfeito juízo, classificaria de extraordinário um triunfo que, existindo, é verdade, de extraordinário nada tem. Será que Sócrates pensava que ia perder? Mais uma vez.. extraordinário. Ainda está para nascer um Sócrates que perca...

Num período de profundo, e grave, desprezo pela política - veja-se o aumento da abstenção -, esta não é, de todo, a solução. Melhores dias virão Portugal. Recordemos o extraordinário momento:


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As Modas (2)

quinta-feira, setembro 17, 2009

«Se tosse e tem febre, peça uma máscara - diz um cartaz bem grande à entrada do hospital...»

E assim me sinto - atordoado como um pugilista após apanhar um forte directo com que não contava. Então não é que, inspirados na tradição de juntar crianças que ainda não tinham tido varicela com outra infectada, os ingleses resolveram reinventar o processo e agora, pasmem-se, reúnem-se para apanhar a nova gripe? De uma praga a evitar a todo o custo, a moléstia que veio dos porcos tornou-se numa doença 'sim, senhor!', motivo de sobra, como devem imaginar, para organizar festas, animados cocktails e alegres jantaradas. É bem verdade que tudo parece incrivelmente estúpido. Mas calma, o ponto de vista não é totalmente descabido. Sabe-se, hoje, que a gripe A advém do um vírus tipo influenza, significa isto que o portador do vírus adquire imunidade permanente à doença uma vez curado. Aliado a isto, há a referir que, os sintomas da doença são mais aborrecidos no inverno do que no verão. Enfim, pensando bem e por mais aborrecidos que sejam os frutos desta picaresca novela resta-me perguntar: há por aí alguém com gripe A para partilhar? Pago bom dinheiro. Modas...
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As Modas (1)

terça-feira, agosto 25, 2009

«Outra vez com essa conversa rapariga? Quando é que tu percebes que vês bem e que não precisas de óculos? Por um aparelho nos dentes? Macacos me mordam! Estás a pedi-las! Ai estás, estás!»

Há muito boa gente que o diz: as modas são as novas minas de ouro. A frase tanto tem de controversa quanto de verdade - ou, melhor dizendo, é controversa porque é verdadeira. Numa sociedade como a nossa, onde tudo se torna rapidamente obsoleto, é importante lembrar que há vida para além das modas. Se antigamente a moda era brincar com bonecas de pano, vestir roupas simples, ter a pele pálida e ser gordinho/a, nos dias de hoje assistimos a um desfasamento atávico sem precedentes. Desfasamento esse que marca claramente uma nova maneira de pensar: um misto de puerilidade e de futilidade. E há casos evidentes que o demonstram; Custa-me a aceitar que haja pessoas que usem óculos, só porque sim. Da mesma maneira que me faz confusão que se metam aparelhos nos dentes injustificadamente. Pelo andamento, corremos o sério risco de, num futuro próximo, termos cadeiras de rodas a circular pelas cidades - como forma de passeio - ou aparelhos auditivos no lugar dos brincos. Que rumo? O que virá a seguir? Será que caminhamos para o suicídio colectivo?
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A Pílula

segunda-feira, maio 18, 2009

«Boa noite. A grande engrenagem encontra-se finalmente pronta a produzir, em série, uma pílula capaz de alimentar o ser humano. Até ver, o produto da empresa IFM leva a melhor sobre todos os concorrentes. Este é, senhoras e senhores, um pequeno passo para Homem.. um gigantesco salto para a Humanidade. Foi o telejornal, até amanhã.»

Todos os dias há novas vozes a insurgir-se contra o ritmo frenético imposto pelo stress acumulado do dia-a-dia. Uns falam em ruína da sociedade. Outros em rotura familiar e social. Há quem fale numa padronização da sociedade que impotente e indolente tende, cada vez mais, a considerar este modelo como «natural». Curioso ou não, no último fim de semana, ouvi uma ideia que tem tanto de tentadora como de polémica; algo tão revolucionário que transformará o amanhã para sempre. Em conversa, surgiu então a ideia de criar uma pílula. Uma pílula que à semelhança dos feijões mágicos garantisse que a dose diária recomendada de nutrientes, vitaminas, calorias e afins fosse satisfeita. Imaginem um mundo sem loiça para lavar, sem comer para fazer, sem carros de compras cheios e filas intermináveis. Factos são factos. Esta solução vem unificar, optimizar e preencher lacunas importantes - A fome no mundo. A melhoria dos hábitos alimentares. O fim da loiça suja. Entre outros. Dizem-me agora que este invento vem quebrar um elo secular - que vem trazer o caos social, o fim das refeições em família, do convívio e do prazer - não, não vem, digo-vos eu! Se quiserem um bife, vão comprá-lo. Se quiserem uma massinha de cantarilho - é simples vão ao restaurante. O comércio não fechará as portas. A vida continuará a mesma. A Pílula XXI (um bom nome, hein?) é um projecto com cabeça-tronco-e-membros que serve propósitos bem humanistas. É uma alternativa, só isso. Esta é, sem dúvida, uma ideia vencedora! Vaticino muito, e bom, dinheiro fiquem sabendo. Fiquem atentos ao telejornal, ainda vão ouvir falar desta ideia.
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O Vernáculo (português)

sábado, maio 09, 2009

«Ó seu isto e aquilo, então não vê que me está a aleijar? E se fosse para o pé da sua mãezinha não seria melhor? Olhe, sabe que mais? Já estou farto desta treta, façamos um mano a mano - raios o partam!»

A língua materna é a matriz fundamental de uma identidade. O Português (com letra sempre maiúscula) é, para nossa felicidade, uma língua global - falada em todos os continentes - com cultura, muito rica, com história e, muito importante, com futuro. Bonito e poético, o Português dá cartas. Vejamos o exemplo do vernáculo.



No que respeita ao vernáculo, o português, ao contrário de outros idiomas, está na linha da frente. Quando comparados, rapidamente chegamos à conclusão que o vernáculo internacional é, de certa maneira, trocista, estéril e parco em sentimentos. O nosso vernáculo - alto lá! - está armado até aos dentes. É guerreiro, agressivo, de certa forma, belicoso. E é assim que um vernáculo, de qualidade, se quer. Para que não restem dúvidas, ficam com um belo apontamento de Manuel Monteiro, actual presidente do PND, (foto) e com um vídeo bem elucidativo onde o sempre quezilento José Mourinho diz de sua justiça. Viva Portugal !
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O Tiro (no pé)

sábado, maio 02, 2009

"Hoje é um dia de alegria para todos os portugueses. A canonização de Nuno Álvares Pereira constitui um gesto que honra uma das figuras mais marcantes da nossa história..."



Será que Cavaco Silva ainda não compreendeu que representa, politicamente, todos os portugueses e que não pode, sob circunstância alguma, do alto do seu cargo, prestar declarações que põem em causa o princípio constitucional da laicidade do estado? Chamem-me retrógrado, herege, reaccionário, saloio, que eu posso bem com a vossa prosápia - não me chamem é pateta. Este manifesto não tem finalidade nem razão de ser. Ontem vaticinei o fim.. começo a achar que sou a reencarnação de Nostradamus.
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A Derrota

quinta-feira, abril 30, 2009

«Oi galera, tudo legal? Meu nome é Luís Filipe, tenho 20 anos, e sou campeão do mundo de pimbolim. Nas horas vagas me ocupo consertando cadarços e pés-de-pato. Puxa cara, se está fazendo tarde.. vai catar coquinhos! - tradução ING-BR»

Acabou-se a papa doce. Fomos, por fim, vencidos. A idoneidade de que este país gozava (lembram-se?), a honradez, brio e a altivez, tudo, sem excepção, caiu por terra. Longe, muito longe, vão os tempos em que éramos levados a sério, respeitados e, acima de tudo, olhados com inveja. Longe, muito longe, vão os tempos em que este era um país confiante, orgulhoso e vanguardista. Um país onde todos se sentiam portugueses. E se querem saber.. tínhamos razões para isso; Antigamente, a Senhora de Fátima ainda fazia milagres, a Amália conseguia levantar estádios de futebol, na Eurovisão éramos os maiores e, muito importante, tínhamos um passado. Hoje não temos nada - roubaram-nos tudo. É este o nosso problema; Algures neste planeta (ou noutros) alguém se encarregou de nos roubar o protagonismo, de nos roubar o epíteto de conquistadores - apanha que é ladrão! Até que ponto é aceitável que ainda nos confundam com uma província espanhola? Como é possível que as traduções online sejam feitas (de-) para brasileiro? Como se atrevem a menosprezar-nos? A culpa é nossa. Só nossa. Quando éramos donos e senhores do mundo devíamos, da mesma maneira que um pai conservador e de pulso firme faz, doutrinar, ensinar, educar quem de direito. Mostrar-lhes que connosco não brincam. Mas optámos sempre pela via mais fácil. Está na hora de mudar senhoras e senhores.. levantemo-nos e unamo-nos contra os nossos inimigos! Sugiro que nos juntemos e acabemos com esta barbárie infame! ...Às armas! Às armas!
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O Vendedor

quarta-feira, abril 22, 2009

«Tenho para mim que nada disto é acidental. Estamos perante uma invasão sem precedentes. Uma conspiração feroz e implacável. Salve-se quem puder!»

Simultaneamente com a chegada do novo milénio, registou-se a entrada de milhares de indianos no nosso país que, depois de muitas malas e bagagens, se foram fixando, lenta e paulatinamente, no pequeno comércio nacional. De início, especializaram-se nos filmes pirateados de Bollywood, nas músicas libidinosas de artistas conceituados como Ravi Shankar ou Sheila Chandra, mas especializaram-se sobretudo no comércio de roupa contrafeita. O sucesso foi imediato. Mais tarde surgiram as flores, a bijutaria e a quinquelharia. Um pouco por todo o lado foram surgindo lojas e utensílios, no mínimo, incomuns. Foi numa destas lojas que encontrei, entre outras coisas, uma tigela que dava música, uma caneta com a capacidade de cortar unhas e de lanternas equipadas com rádio e chave de fendas. Hoje o negócio está mais difundido que nunca e todos os dias chegam ao nosso país mais e mais indianos, o que me leva a concluir uma coisa: está em marcha um plano. Eles, é inútil pensar o contrário, querem conquistar-nos. Nós, um país vanguardista, somos um alvo, logicamente, apetecível e por isso temos que partilhar o nosso país com eles. Sugiro que cortemos estradas, que façamos uma muralha impenetrável à volta do nosso país, que limitemos o tráfego aéreo nacional a companhias aéreas portuguesas e que, muito importante, andemos de olho bem aberto! Eu estou disposto a tudo.
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Os Pauzinhos

terça-feira, fevereiro 03, 2009

«Já tenho tudo marcado! Chegamos dia 20, ficamos no Hotel Regent Beijing e até te digo mais; Temos excursões marcadas para a Muralha da China, Templo do Céu, Shaolin e claro Tian'anmen.»

Ao contrário do que muito boa gente pensa, os chineses são.. nada mais nada menos que chineses. Desenganem-se aqueles que os vêem como inúteis, parasitas, anões, terceiro-mundistas ou traficantes de órgãos; Não sabemos nada da China, nem dos chineses, convençam-se disso. Quando nos referimos à China, e mais concretamente aos chineses, lembramo-nos sempre dos restaurantes fechados pela ASAE, das lojas dos trezentos que vendem produtos contrafeitos e da gastronomia exótica deste povo. Mas a China é muito mais que isto. Sabem o que mais admiro naquele povo? É que não abandonam os pauzinhos (Hashi). Tenho a certeza que, por esta altura, já conhecem o garfo, a colher mas ... está bom assim, nós preferimos os pauzinhos. Dá sabor à comida! Trabalhadores, respeitosos, afáveis, curiosos, os chineses têm procurado uma aproximação gradual ao Ocidente. É evidente que querem saber mais coisas sobre nós. Nós, porém, permanecemos inflexíveis e não queremos saber nada sobre os chineses. Este impasse, esta faca de dois legumes, como diria Jaime Pacheco, tem consequências danosas para ambos os lados da barricada. Entretanto, proponho eu, porque não começar por estudar a história da China? Porque não dar o benefício da dúvida e procurar reestruturar a ideia que temos, acabar com o estereótipo...
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Um Teleférico Perigoso.

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Al Azizia, Death Valley... Il fait chaud (#2)

sexta-feira, abril 18, 2008

Depois de analisar - em pormenor - qual/quais as zonas mais gélidas do planeta, alvitro que se atente ao tórrido e cálido calor.

Após uma acesa e excitante investigação sobre o assunto - bem ao estilo de Sherlock Holmes - concluí que 30% do nosso planeta se resume a terra, desertos, montanhas, continentes [...] em suma podemos considerar que a parte sólida - o "Hardware" - do nosso planeta se resume a 30%. Escusado será dizer que os restantes 70% são oceanos, rios e mares.

Posto isto, e sabendo nós - curiosos e intrépidos sábios - que é nos desertos que se concentram as regiões/países com níveis de pluviosidade mais baixos [...] será espectável encontrármos aqui as temperaturas mais elevadas do planeta?


Al'Azizia, na Líbia, detém o record absoluto. Decorria o remoto ano de 1922 quando os termómetros chegaram a uns inacreditáveis e "exíguos" 66° C.


Death Valley (vale da morte), situado a Norte do Nevada e Califórnia, tem no seu curriculum temperaturas da ordem dos 60ºC; [...] aliás os termómetros já ultrapassaram a barreira dos 60ºC por 4 vezes nos últimos 30 anos.



Tirat Tsvi

, em Israel, os termómetros chegaram recentemente aos 53,9°C .

Cientistas britânicos da Universidade de York concluíram que as altas temperaturas previstas para os próximos séculos vão provocar uma extinção em massa da biodiversidade, que poderá incluir o ser humano. As temperaturas previstas são mesmo comparáveis à de uma etapa de grande existência de gases do efeito estufa, ocorrida há 251 milhões de anos, quando 95% das plantas e animais desapareceram da face da Terra.

Preparem-se meus amigos...
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Yakutsk, Oimyakon...Il fait froid (#1)

terça-feira, abril 08, 2008

Yakutsk, cidade siberiana com uma população de 800.000 habitantes, é o agregado populacional submetido a temperaturas mais baixas do planeta.
Temperaturas de -50ºC são consideradas "normalíssimas" por lá. Quem diria...

A imagem da esquerda foi tirada em Dezembro passado e mostra um grupo de mulheres à espera de transporte sob um gelado nevoeiro de -40 ºC.



Esta imagem foi tirada em 9 de Janeiro deste ano e mostra a Praça Lenin. A temperatura era então da ordem dos -46ºC. Mas a história não acaba aqui...



Se Yakutsk é a cidade mais fria do mundo, Oimyakon/Oymyakon (população 800) bate todos os records de local (temporariamente habitado) mais frio. As temperaturas nesta pequena aldeia que fica deserta nos invernos rigorosos, atingem valores de −71.2°C. Chiça penico!



Um aparte: Isto é tudo lindo e quentinho mas...o record absoluto de temperatura minima registada no nosso planeta data de 21/07/1983, na Antártida (Estação de Vostok). Uns impressionantes -89,2ºC.
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