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Copenhagen 2009

domingo, janeiro 10, 2010

«Olha-me aquelas nuvens. É hoje que nos cai o céu em cima, vai uma aposta?»

A questão das alterações climáticas está na ordem do dia. Mas as mudanças do clima não são uma novidade no nosso planeta, ocorreram no passado, há centenas de milhares de anos, e provocaram grandes contrariedades aos nossos antepassados. Esta questão, que de fácil análise nada tem, é um problema real e, não há a menor dúvida, é causado, em parte, pela Humanidade. A questão central é: o que podemos fazer de positivo e quais serão os custos? Sem querer parecer imprudente, penso que devemos concentrar-nos na forma de fazer as coisas de maneira mais inteligente. Temos de ter consciência que a maioria das pessoas do mundo não morre das alterações climáticas, mas sim de um conjunto de problemas de fácil resolução - má nutrição, doenças infecciosas. Na verdade, 1/4 da população mundial morre deste tipo de problemas. Se afirmamos preocupar-nos com o futuro do mundo e se nos preocupamos com quem vive nele, temos de assegurar que também resolvemos esses problemas e que não nos focamos exclusivamente em alterações climáticas. Sim. As alterações climáticas são extremamente importantes mas, se olharmos para a quantidade de pessoas que estão a lucrar com esta problemática (circulam dezenas, talvez centenas de milhões de dólares) percebemos que gastar dinheiro em diques (como em New Orleans) ou redes de mosquito (para a malária, em África) não têm o mesmo impacto financeiro em parte porque é muito mais barato, há menos a lucrar. Este sistema tende a dar demasiado ênfase ao medo, convém não esquecer isso. Não significa que o problema não exista, nem que a maioria da investigação feita não é excelente ou preciosa, significa, isso sim, que o contexto em que estamos a encarar este facto não é o mais conducente para se fazerem boas escolhas. Quando estivermos no século XXII terão acontecido muitas outras coisas que tiveram um impacto muito maior nas nossas vidas do que as alterações climáticas. Não quero, reforço este ponto, minorar as alterações climáticas, mas coloca-las em perspectiva.
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O Futuro

segunda-feira, dezembro 14, 2009

«[...] porque se fui eu que o defendi, é lógico que sei o que se passa e neste momento não vou dizer se ele vai continuar comigo ou sem migo. O que lhe posso dizer é que dificilmente ele terá condições de voltar.» - Luís Filipe Vieira (Actual-Presidente do Sport Lisboa e Benfica)

Não há volta a dar. Enfrentamos, a todos os níveis, um problema grave. Eu acrescentaria: muito grave. Tenho, comigo, provas irrefutáveis de que a evolução/selecção natural de Darwin (a título póstumo) funciona. Funciona e isso, desenganem-se, não tem que ser necessariamente bom. Actualmente as pessoas com maior índice de escolaridade, com mais qualificações, conseguem melhores condições de vida, adiam até mais tarde o casamento e têm cada vez menos filhos (se os tiverem). Contrapondo, as pessoas menos qualificadas terão menores condições de vida e mais filhos. Se atentarmos nas leis da evolução, se quem se reproduz mais são os iletrados, então num futuro - não sei estimar se longínquo ou próximo - quem vai ser a maioria dominante serão precisamente - adivinhem - os iletrados. No ano 2600 - vão já preparando os vossos filhos, netos, bisnetos, trinetos e tetranetos - toda a população mundial será ignorante.

Esta foi uma maneira de brincar um pouco com a lei da selecção natural de Darwin - muito em voga nestes últimos dias. Para quem quiser saber mais sobre a dita lei: ver.
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A Pílula

segunda-feira, maio 18, 2009

«Boa noite. A grande engrenagem encontra-se finalmente pronta a produzir, em série, uma pílula capaz de alimentar o ser humano. Até ver, o produto da empresa IFM leva a melhor sobre todos os concorrentes. Este é, senhoras e senhores, um pequeno passo para Homem.. um gigantesco salto para a Humanidade. Foi o telejornal, até amanhã.»

Todos os dias há novas vozes a insurgir-se contra o ritmo frenético imposto pelo stress acumulado do dia-a-dia. Uns falam em ruína da sociedade. Outros em rotura familiar e social. Há quem fale numa padronização da sociedade que impotente e indolente tende, cada vez mais, a considerar este modelo como «natural». Curioso ou não, no último fim de semana, ouvi uma ideia que tem tanto de tentadora como de polémica; algo tão revolucionário que transformará o amanhã para sempre. Em conversa, surgiu então a ideia de criar uma pílula. Uma pílula que à semelhança dos feijões mágicos garantisse que a dose diária recomendada de nutrientes, vitaminas, calorias e afins fosse satisfeita. Imaginem um mundo sem loiça para lavar, sem comer para fazer, sem carros de compras cheios e filas intermináveis. Factos são factos. Esta solução vem unificar, optimizar e preencher lacunas importantes - A fome no mundo. A melhoria dos hábitos alimentares. O fim da loiça suja. Entre outros. Dizem-me agora que este invento vem quebrar um elo secular - que vem trazer o caos social, o fim das refeições em família, do convívio e do prazer - não, não vem, digo-vos eu! Se quiserem um bife, vão comprá-lo. Se quiserem uma massinha de cantarilho - é simples vão ao restaurante. O comércio não fechará as portas. A vida continuará a mesma. A Pílula XXI (um bom nome, hein?) é um projecto com cabeça-tronco-e-membros que serve propósitos bem humanistas. É uma alternativa, só isso. Esta é, sem dúvida, uma ideia vencedora! Vaticino muito, e bom, dinheiro fiquem sabendo. Fiquem atentos ao telejornal, ainda vão ouvir falar desta ideia.
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A Azáfama

quarta-feira, maio 06, 2009

«Ó Maria, ouve esta! Está aqui a dizer no jornal que a esperança média de vida de uma ratazana é de dois anos. Mas isto deve ser engano. A filha do «João dos copos», sabes? Tem um rato lá em casa há mais de cinco anos. Ainda dou eu dinheiro para ler estas coisas..»

Não me venham com cantigas meus senhores. Nos dias de hoje, muitos são aqueles que insistem que o tempo deve ser aproveitado ao máximo, vivido como se não houvesse amanhã e desfrutado intensamente. Nada mais errado. Existe um tempo para tudo e, verdade seja dita, se ele existe deve ser respeitado e cumprido à risca tal qual como uma ordem do chefe. Já dizia o meu progenitor (e com razão): Rapaz, se quiseres viver até aos cem anos, vive a tua vidinha com calma. Lembra-te que há tempo para tudo.. e agora toca a estudar! E sabem que mais? Tinha toda a razão. Estudos recentes indicam que a longevidade das espécies está relacionada com o seu metabolismo; significa isto que quanto mais acelerado for o metabolismo, de uma espécie, mais reduzida será a vida da mesma. Por outras palavras, quanto mais gasto de energia - menos tempo de vida. Exemplos: moscas e ratos. Em contrapartida, as espécies mais quietas, com um metabolismo mais reduzido, tendem a viver mais tempo. São exemplos disso: tartarugas e baleias. Como está demonstrado, apressar as coisas não é, de todo, solução. Deixemos a folia e o regozijo para as alturas certas. Sugiro que tentemos reequilibrar os pratos da balança. No meio, tudo leva a crer, está a virtude.
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O Extraterrestre

segunda-feira, maio 04, 2009

«Verdade ou mentira, o Paradoxo de Fermi vem expor uma verdade inconveniente:"Se eles existem, porque raio não os vemos? Porque não estão aqui connosco?.."

Há casos que dão que pensar. Este é, sem dúvida, um deles. Nos últimos tempos, uma questão em particular tem-me feito dar um sem-número de cambalhotas, voltas e mais voltas: E se estivermos realmente sós? E se nesta imensidão formos, de facto, os únicos? Apesar de improvável, esta teoria tem pernas para andar - e por uma razão simples: o grande silêncio nunca foi quebrado. Nunca, tirando algumas excepções, foi possível estabelecer contacto com entidades extraterrestres. Tentámos tudo o que estava ao nosso alcance, mas do outro lado.. nada. Bom, não vou negar que gostava de conhecer extraterrestres. Fossem eles bons samaritanos, capazes de nos ensinar tudo e mais alguma coisa ou polvos gigantes vindos do outro lado da galáxia com armas laser para nos conquistar. Mas.. onde estão eles afinal? Se são de facto evoluídos, capazes de viajar à velocidade da luz, super inteligentes e diversificados, porque razão, pergunto eu, não vieram ter connosco? A visão de um Universo plural, rico em biodiversidade, com muitas formas de vida e algumas civilizações é assustador, mas imaginar um Universo infinito e vazio é, verdade seja dita, infinitamente pior. Sabendo nós que as condições físicas e químicas são iguais em todo o Universo, porque razão somos nós o único lugar onde a vida teve efectivamente lugar? Dúvidas e mais dúvidas..
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H2O - Água

quarta-feira, janeiro 28, 2009

«Oh meu Deus! É impressão minha ou está a começar a chover? Vamos apanhar chuva! Salve-se quem puder! Corram! Fujam do dilúvio. Alguém tem o número de telefone do Noé por favor?»


Não sejamos ingénuos perante tamanha evidência. O Homem e a água são aliados há milénios. Fazem tudo juntos e rapidamente se tornaram os melhores amigos. Tudo começou há milhões de anos atrás com os nossos antepassados Sahelanthropus Tchadensis. Acabados de chegar à Terra, estes hominídeos, puseram tudo em pratos limpos e reclamaram para si toda a água do planeta. Depois de reuniões e mais reuniões em casa deste e daquele, onde chegaram a voar cabeças, chegou-se a um acordo. A água determinou que iria cobrar um imposto a cada espécie que a usasse. E assim foi. Passados cinco milhões de anos, a realidade é um pouco diferente. Se até aqui a água era dona e senhora do monopólio, actualmente isso não acontece. O Homo-Sapiens há muito que deixou de pagar a renda e neste momento usa e abusa da água. Usa-a na praia para fins menos próprios, piscinas, banhos de quarenta e cinco minutos e em canalizações defeituosas. Usa-a como caixote do lixo e mais grave que isto tudo - usa-a sem dar nada em troca. Maldita sois raça maligna! Os nossos corpos são predominantemente água. A água é sinónimo de diversão, vida e ... aborrecimento. Se é verdade que adoramos água, se é verdade que somos fascinados por água também é verdade que em caso de chuva o caso muda de figura. Bolas pá! Estou ensopado! Olha-me para isto! Já deito chuva pelos olhos. Por uma razão desconhecida, temos um problema grave com a água do céu. Como é que isto se explica? Não sei. Hã? O que é isto? Senti um pingo! Fujammmmmm!
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Porque Seinfeld is Life.

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A Fruta

segunda-feira, janeiro 19, 2009

«Muito bom dia Dona Hortense! Então o que vai ser hoje? Umas laranjinhas e uns pêssegos como de costume? Oh! Melancia. Óptima escolha. Quer experimentar as novas? Sim, são sem semente! Tenho a certeza que vai gostar. Quantas quer?»

Alguém que me diga o que se passa por favor. Melancia sem semente? Com mil raios e trovoadas, que invenção! Há cientistas neste exacto momento a trabalhar nisso. Parece que já estou a imaginar: tolhidos a 100 metros de profundidade, nos infinitos corredores do CERN, cientistas competem entre si pelo prémio final. Desde estudos genéticos a biomagnetismo tudo é estudado até ao mais ínfimo pormenor. Uma pequena coisa, pode tornar-se numa grande coisa. Em contrapartida, outros cientistas continuam a desenvolver o seu importante e meritório trabalho de pesquisa e investigação de novos e revolucionários métodos e tecnologias capazes de travar o cancro ou mesmo a SIDA. Mas esta nova estirpe de cientistas recusa seguir por esse caminho. Vou-me dedicar à melancia! Milhares de pessoas morrem diariamente, bem sei, mas isto não pode continuar meus senhores. Já tentou apanhar um caroço do chão? É quase impossível não é? Aí está, vou dedicar a minha vida a isto! Depois das sementes, aposto que se vão dedicar à casca das frutas. Julgo estar em condições de garantir que estes sujeitos (e agora atenção meus senhores) não vão parar até termos saladas de fruta já prontas a comer a nascer da terra. Mas isto.. fica só entre nós.
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Verborreia vs Retórica

quinta-feira, dezembro 25, 2008

«Não adianta escamotear a realidade. Era tão chato, tão chato, tão chato, que o mataram. Era muito incomodativo. Era um chato. Era um moscardo. Que picava, picava, picava e incomodava demasiado.»

Se bem se recordam, quando decidi criar este blogue disse, e repeti vezes várias, que só escreveria se, e só se, tivesse algo para dizer. E assim fiz. Durante este mês não tive grande coisa para dizer porque aconteceram coisas e mais coisas e coisas demais para ter tempo de aqui as revelar. Contudo, e ao contrário do que vós estais a pensar, não estive parado. Estive atento ao mundo. Pesquisei. E fiz uma descoberta absolutamente histórica, a qual tem vindo a ser alvo de sucessivos estudos. É justo que saibam que tudo começou a ser descodificado em Novembro passado. Inicialmente parecia uma coisa sem fundamento, sem pés para andar, mas a verdade é que eu acreditei e estou - agora - em condições de anunciar ao país que [...] Sócrates «O Filósofo Grego» nunca existiu. A princípio senti-me como se o meu corpo estivesse paralisado e a minha cabeça desprovida de ideias. Logo a seguir fui assaltado por uma espécie de onda de terror que, como uma bala me atravessou da cabeça aos pés. E desatei - claro está - num choro baixo, triste e soluçoso como um lamento. Afinal de contas tinha sido enganado. E bem enganado! No fundo Sócrates, como todos sabemos, não escreveu absolutamente nada, não há registos fósseis, não há registos escritos, não há registos de ordem nenhuma. O que sabemos de Sócrates é que era pedra de toque nos diálogos com Platão. E... nada mais. Uma personagem... e nada mais. O discípulo, o apêndice, de Platão era nada mais nada menos que um amigo imaginário. Espantoso!

Mas a história não acaba aqui... quando me preparava para encerrar a investigação, algo acontece. Não foi um grande acontecimento que trouxe a luz que me iluminou a consciência. Tratou-se isso sim, de um pequeno incidente, uma completa insignificância, coisa tão ridiculamente trivial que jamais a guardaria na memória não fosse a poderosa cadeia de raciocínios que tal minudência desencadeou, como um minúsculo grão de areia cuja a acidental deslocação inicia uma devastadora avalancha que tudo altera e destrói com a terrível potência de um asteróide. Estava eu prestes a dar por terminada a minha investigação, quando nisto - vi duas palavras de relance que me puseram o coração literalmente aos saltos. Eram elas: "Jesus Cristo" e "Maomé". Epifania! Numa explosão de consciência, caí por fim na realidade e compreendi o verdadeiro desígnio da minha busca. A verdade. Como se tivesse sido atingido por um raio de luz , percebi o que tinha de fazer. Abri de novo os livros e iniciei nova procura. Como é que eu não pensei nisto antes? - Esta frase martelou-me a cabeça todo o santo dia, até que lá estava ela, nua e crua, a verdade verdadinha. Na nossa História temos três grandes nomes, três grandes e singulares entidades que nada escreveram e deixaram mensagens Jesus Cristo, Maomé e Sócrates. Nada escreveram... e veja-se a importância que assumem. Dá que pensar.

Só um aparte: Espero que amanhã nós acordemos e o nosso Sócrates também tenha sido inventado. A consultar: «Apologia de Sócrates».
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Biodinamismo

sábado, dezembro 06, 2008

«Milhares, talvez não. Biliões. Os cientistas dizem que, dentro e fora do nosso corpo, devem ser mais de 10 biliões de organismos...»

Somos um Deus. Somos um mundo. Cada um de nós é um pequeno universo. Somos uma espécie de cosmos. Somos um sistema solar. Uma estrela essencial à vida. Somos um planeta. Somos uma colónia. Uma fonte de vida. Somos deuses tiranos que se coçam e subtraem o alimento às espécies. É isso! É isso que nós somos. Um Deus tirano. E porquê? Porque tomamos banho, porque nos coçamos, porque usamos cremes hidratantes, porque fazemos esfoliações e (surpreendam-se agora) porque choramos. Sim, segundo os eruditos na matéria, parece que quando choramos, cada lágrima, funciona como uma inundação mortal para os nossos colonos. Descansem. Parece que eles não se importam com isso. Mesmo que pratiquemos desportos radicais, façamos sessões de dez horas de banho turco ou sauna, ou depilação. Simplesmente não os afecta. Desconfio até que gostem da agitação e mudanças súbitas de clima. E ainda bem que assim é. Estes feios, horripilantes e repugnantes inquilinos, pagam a sua renda a horas e preocupam-se connosco. Não acreditam? Em ciência existe um termo que explica este aparente antagonismo: Simbiose. Ora, a simbiose, (só um segundo que vou buscar o dicionário...) é - e passo a citar - "associação de dois indivíduos de espécie diferente, com benefício mútuo (pelo menos aparente)". Convém frisar que quando se fala em biliões de organismos (número grande), é preciso notar que uma parte significativa destes organismos são bactérias - e o nosso corpo estabelece, com algumas delas, uma relação de quase concubinato. Dá-lhes alimento. Dá-lhes um lar. Dá-lhes abrigo. De tal maneira que essas mesmas bactérias se sentem na obrigação de retribuir dando-nos saúde. Os Lactobacillus acidophilus, for instance, gostam tanto, mas tanto, dos nossos entrelaçados intestinos que vivem neles. São tão organizados que mantêm associações, com sede, pagam quotas e participam em reuniões periódicas. Uns são porteiros e impedem a acção intrusa de bactérias nocivas, outros consomem lentamente as sobras do nosso jantar. A simbiose é de louvar. Viva a simbiose! Viva a revolução.

Já que estamos envoltos neste espírito bacteriológico, aconselho-vos, a ver um pequeníssimo vídeo, muito elucidativo, no Youtube sobre a nobre e eloquente fauna que habita na nossa pele macia e brilhante. Não são piolhos, larvas ou vermes, são sim, microorganismos que se alimentam das células mortas da nossa pele. Recomendo. E depois disso .. a quem não sentir vontade de se coçar a ver aquilo dão-se alvíssaras.
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Al Azizia, Death Valley... Il fait chaud (#2)

sexta-feira, abril 18, 2008

Depois de analisar - em pormenor - qual/quais as zonas mais gélidas do planeta, alvitro que se atente ao tórrido e cálido calor.

Após uma acesa e excitante investigação sobre o assunto - bem ao estilo de Sherlock Holmes - concluí que 30% do nosso planeta se resume a terra, desertos, montanhas, continentes [...] em suma podemos considerar que a parte sólida - o "Hardware" - do nosso planeta se resume a 30%. Escusado será dizer que os restantes 70% são oceanos, rios e mares.

Posto isto, e sabendo nós - curiosos e intrépidos sábios - que é nos desertos que se concentram as regiões/países com níveis de pluviosidade mais baixos [...] será espectável encontrármos aqui as temperaturas mais elevadas do planeta?


Al'Azizia, na Líbia, detém o record absoluto. Decorria o remoto ano de 1922 quando os termómetros chegaram a uns inacreditáveis e "exíguos" 66° C.


Death Valley (vale da morte), situado a Norte do Nevada e Califórnia, tem no seu curriculum temperaturas da ordem dos 60ºC; [...] aliás os termómetros já ultrapassaram a barreira dos 60ºC por 4 vezes nos últimos 30 anos.



Tirat Tsvi

, em Israel, os termómetros chegaram recentemente aos 53,9°C .

Cientistas britânicos da Universidade de York concluíram que as altas temperaturas previstas para os próximos séculos vão provocar uma extinção em massa da biodiversidade, que poderá incluir o ser humano. As temperaturas previstas são mesmo comparáveis à de uma etapa de grande existência de gases do efeito estufa, ocorrida há 251 milhões de anos, quando 95% das plantas e animais desapareceram da face da Terra.

Preparem-se meus amigos...
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O quarto segredo de Fátima.

sábado, abril 12, 2008

Quando foi descoberto, a 19 de Junho de 2004, chamaram-lhe 2004 MN4 – mais um objecto (ou será objeto?) lançado para o catálogo de asteróides. Depois de calculada a trajectória (ou será trajetória?) do asteróide, descobriram que o 2004 MN4 seguia uma rota que o poderia levar a colidir com a Terra em 2029. Novos cálculos foram efectuados, concluindo-se que o calhau possui 400 metros de diâmetro. Se colidisse com a Terra, provocaria uma libertação de energia 114 mil vezes superior à libertada em Hiroshima. Então mudaram-lhe o nome. Chamaram-lhe Apophis, o nome da divindade do antigo Egipto (Egito?) Apep, senhor da destruição e do caos. Será possível acabarmos da mesma maneira que os nossos antepassados, os dinossauros? Cálculos matemáticos mais aprimorados foram feitos nos meses seguintes e colocaram de parte a visão apocalíptica (apocalítica?) anterior: o asteróide passará sobre a Terra (terra?) em 2029, sim, mas a 35 mil quilómetros de distância – para nós, que estamos cá em baixo, é muito longe [...] em termos astronómicos "é a rasar o poste". O asteróide vai passar pela Terra em 2029, mas voltará a 13 de Abril (abril?) de 2036, influenciado pela gravidade do nosso planeta. A possibilidade de um impacto (impato????????) directo (direto?) mantém-se baixa (1 em 45.000), mas foi o primeiro objecto(?) celeste da história (istória?) a ser classificado com o nível 2 da chamada Escala de Risco de Impacto de Turim. Este nível não implica risco de colisão elevado, mas exije acompanhamento efectivo (efetivo?). O asteróide Apophis acabou por trazer à baila outra questão: que poderíamos nós - simples terrestres - fazer se o objecto estivesse mesmo em rota de colisão? A ideia mais aceite é a da criação de uma nave com cerca de 140 metros de comprimento; [...] a nave aproximar-se-á do asteróide e daí resultará o efeito gravitacional suficiente para o desviar. A nave já foi baptizada: chama-se «trator gravitacional» (perdão 'tractor', ou será...epá estou baralhado). O projecto (projeto?) tem um custo estimado de 300 milhões de dólares, mas poucos duvidam da sua necessidade. O que se discute agora é a quem mandar a conta propriamente dita. "Era a continha faxavor" ONU? Há muito, muito, muito tempo, qualquer coisa parecida com 160 milhões de anos, um valente e poderoso calhau com 60 quilómetros de diâmetro foi de encontro a outro calhau este ainda maior, 170 quilómetros. Este "acidente" deu-se bem longe da Terra, na cintura de asteróides situada entre Marte, o planeta vermelho habitado pelos nossos primos marcianos que nunca existiram, e Júpiter o planeta dos nossos arqui-inimigos Jupiterianos. O asteróide maior - Baptistina - partiu-se em 140 mil bocados (cada um com mais de 1Km de diâmetro) e em 300 (com 10Km's). Para grande azar da espécie predominante na Terra de então, os répteis gigantes, alguns destes fragmentos que vaguearam pelo Sistema Solar desde a colisão aproximaram-se perigosamente. Escusado será dizer que os dinossauros não sabiam o que eram telescópios. O pedregulho que "nos" calhou em sorte caiu há 65 milhões de anos em Chicxulub, na península do Iucatão, no México, e formou uma cratera de 180 quilómetros de diâmetro. Explodiu com a força de milhares de bombas nucleares e pulverizou tudo o que era vida. Foi assim que os nossos amigos da série "Jurassic Park" desapareceram - consta. O estudo do Southwest Resarch Institute, dirigido por William Bottke, concluiu que o asteróide que originou a cratera Tycho, na Lua, também teve origem nos fragmentos do Baptistina. Com a ajuda de simulações em computador, foi possível reconstruir o trajecto do asteróide e determinar, que nem um Hercule Poirot do Cosmos, a identidade do assassino 160 milhões de anos após o crime. Todos os pormenores desta investigação estão descritos nesta página.
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Yakutsk, Oimyakon...Il fait froid (#1)

terça-feira, abril 08, 2008

Yakutsk, cidade siberiana com uma população de 800.000 habitantes, é o agregado populacional submetido a temperaturas mais baixas do planeta.
Temperaturas de -50ºC são consideradas "normalíssimas" por lá. Quem diria...

A imagem da esquerda foi tirada em Dezembro passado e mostra um grupo de mulheres à espera de transporte sob um gelado nevoeiro de -40 ºC.



Esta imagem foi tirada em 9 de Janeiro deste ano e mostra a Praça Lenin. A temperatura era então da ordem dos -46ºC. Mas a história não acaba aqui...



Se Yakutsk é a cidade mais fria do mundo, Oimyakon/Oymyakon (população 800) bate todos os records de local (temporariamente habitado) mais frio. As temperaturas nesta pequena aldeia que fica deserta nos invernos rigorosos, atingem valores de −71.2°C. Chiça penico!



Um aparte: Isto é tudo lindo e quentinho mas...o record absoluto de temperatura minima registada no nosso planeta data de 21/07/1983, na Antártida (Estação de Vostok). Uns impressionantes -89,2ºC.
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Então está bem...

segunda-feira, março 31, 2008




As tarântulas têm oito olhos e não conseguem mexer a cabeça.

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Planeta Marte (mistério)

sexta-feira, março 07, 2008

Serve o presente post para elucidar o leitor relativamente ao - em teoria - fenómeno extraterreste mais badalado do momento. É verdade, depois de semanas de controvérsia estou em condições de anunciar (em primeira mão) que está desvendado o segredo!

Não sei se souberam da "estória". Mas segundo consta, um sujeito de nacionalidade japonesa (ainda não identificado) achou que devia usurpar as imagens recolhidas pela sonda spirit - na sua ida a Marte. Arregaçou as mangas (fez abra-cadabra) e colocou um marciano com traços caracteristicamente marcianos (claro está!) na foto.

Uma das ferramentas mais usadas para provar a existência de vida extraterrestre não é o telescópio (desenganem-se os crédulos), mas sim o Photoshop. (link)

O Photoshop não só tem tido mais sucesso entre os crentes dos OVNIs, como é muito mais rápido e eficiente a descobrir homenzinhos verdes.

E se querem verdades absolutas, tomem lá mais uma meus senhores:
Já é actualmente mais fácil encontrar um marciano em Marte do que uma agulha no palheiro. Esta imagem tem um toque especial porque se adapta ao já vasto catálogo de mistérios da treta por desvendar. Já ouviram falar certamente do Big Foot... Uma ampliação do marciano revela uma silhueta muito parecida com a da célebre criatura, reparem: Link (Big Foot) - Link (Marciano)


Esta foto prova que a imaginação e o engenho humanos percorrem grandes distâncias a velocidades infinitamente exageradas – infelizmente, não demonstra a existência de marcianos propriamente ditos. Esta "estória" de ver marcianos não é de agora... mas quando a malta quer de facto ver marcianos não recua perante nada.
Durante muito tempo julgámos ver, numa foto tirada em 1976 pela sonda Viking um rosto (estão recordados?) a chamada Face de Cydonia. As fotos em alta resolução tiradas 20 anos depois revelaram que o "rosto" era apenas uma formação montanhosa e que a ilusão resultava de dois factores:

1- A luz mal dirigida deformou o relevo dando percepções erradas.
2- Fenómeno psicológico conhecido como Pareidolia.

Eu "padeço" de pareidolia. "A Pareidolia é uma ilusão que consiste em reconhecer pessoas ou objectos em estímulos vagos ou caóticos. Quem olhar para as nuvens imaginando formas familiares estará a experimentar um fenómeno típico de Pareidolia."

Só mesmo na Internet é que uma brincadeira destas pode ser levada a sério.. ao ponto de suscitar reacções crédulas e calorosas. Convém frisar que vários sites mostraram a criatura na foto referindo a descoberta de marcianos e sugerindo misteriosas e obscuras conspirações – argumentos habituais desde que uma suposta nave extraterrestre se espatifou em Roswell há muitos muitos anos atrás.

Antes de fechar esta temática - a título de curiosidade - quero mostrar-vos um vídeo que considero extraordinário.
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Formicídio(s).

terça-feira, fevereiro 12, 2008

«A humilde formiga. Tão insignificante, diríamos nós. Mas as formigas são construtoras de impérios e as suas colónias crescem, independentemente da nossa.»

A última vez que dizimei uma comunidade inteira deveria ter 10 anos de idade. Deparei-me com um carreiro simétrico de formigas à saída da paragem do meu autocarro, e exerci com clareza o meu sagrado direito à propriedade. "Era só o que faltava! Fora daqui!". Chamar-lhe-ei guerra "corpo-a-corpo", a esse acto esdrúxulo de derramar sobre tão singelo exército o pauzinho-mágico. É verdade. Eu tinha um pauzinho-mágico específico para matar formigas. Aquele pauzinho foi responsável por - aproximadamente - 20.000 mortes. Contudo os anos foram passando. Deixei de frequentar paragens de autocarro, adquiri outro género de gostos, passei a ver as formigas como um ser vivo igual aos outro e com direito à vida. E agora poderão questionar-se os críticos: Então e remorsos? Nada? Pobres formigas. Nunca os remorsos me embargaram a consciência! Pois em todos os momentos da minha vida tive a certeza de ter sido essa capacidade de liderança - e frieza de raciocínio - os grandes factores de crescimento intelectual da minha pessoa. As formigas foram sacrificadas (é certo)...mas fizeram-me crescer enquanto Homem e cidadão. Um muito obrigado a elas. Algum de vós teve um passado coincidente com o meu?
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