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Sun Tzu alertou. "Estratégia é tudo. Tira proveito do despreparo do teu inimigo, transforma o seu caminho em rotas desesperadas e ataca nos locais de descuido". || O 3° maior orçamento militar do mundo, aquele que investe mais em defesa que Rússia, França ou Índia, aquele que dedica quase 9% do seu PIB à defesa (Arábia Saudita) foi vítima de uma jogada de mestre que a expõe e prova o quão impreparada está. Uma eventual guerra contra o Irão será sempre dura..
A Dissimulação
quinta-feira, março 22, 2012
«E é assim amigos que, no meio destas aldrabices, vamos caminhando para a velhice...»
Se todos nós de um dia para o outro resolvêssemos dizer frontalmente o que pensamos, o mundo tornar-se-ia bem diferente do que é. Digamos mesmo que entraria numa crise de consequências imprevisíveis, pois a estrutura social em que vivemos não está preparada para semelhante banho de franqueza. Por norma, o Homem dissimula os seus pensamentos. Qualquer que seja a sua condição, instrução, formação moral ou quadrante político, trata sistematicamente de ocultar os seus sentimentos simulando ideias que não tem, juízos e julgamentos que não faz e convicções de que não partilha. Em suma, vive camuflado pela arte de dissimular. E se isto é verdade em relação às coisas que se dizem no dia-a-dia, é-o ainda mais relativamente ao que se escreve. Porque o que fica escrito tem um peso que as palavras faladas não têm (essas leva-as o vento). Se um intelectual machista acha que as mulheres são todas - desculpem o calão - umas "vacas" e pensa que o lugar delas é na cozinha a tratar das panelas e na cama com o marido, jamais se atreverá a dizê-lo em público e, muito menos, a escrevê-lo. No limite, insinuará que "séculos e séculos de submissão ao homem marcaram negativamente a condição feminina", mas é suficientemente hipócrita para afirmar que "a mulher, com qualidades e capacidades iguais às do homem, não tem ainda na sociedade o papel que merece". Se perguntarmos a um tubarão (desses que passam por cima de tudo e todos para abocanhar milhões) o que significa para ele o dinheiro, a resposta sincera e natural seria que não vê nem pensa em outra coisa e que é louco por notas como o macaco por bananas. Mas como isto não é resposta que se dê quando se quer manter uma reputação, o nosso homem afivelará uma máscara de superioridade e desprendimento e dirá que o dinheiro é uma coisa secundária ou, no máximo, um meio necessário para atingir nobres objetivos. Se for suficientemente piroso, será até capaz de afirmar que para ele, o dinheiro, "não é felicidade". Se, na conjuntura em que atualmente vivemos, alguém perguntasse frontalmente a um desses politiqueiros baratos e acomodatícios, se ele, afinal, é de esquerda ou de direita, uma vez que tem andado entre umas e outras, a resposta coerente seria que, em cada momento, procura aparentar a cor do partido, da coligação ou da tendência que está no poder. Mas é óbvio que não vai dizê-lo! Com o sorriso benévolo de quem tem uma grande experiência de vida e da falibilidade dos homens, o nosso camaleão debitará que isso de esquerdas e direitas não tem para ele grande significado e que a sua posição será sempre ao lado da inteligência e dos grandes princípios orientadores do progresso social.
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A Fé é que nos Salva!
sábado, novembro 12, 2011
Há, na minha cartilha moral, princípios que me habituei a observar - sem dúvida com a melhor das intenções - mas que é indispensável rever à luz da fé dos evangelhos e dos recentes ensinamentos conciliares, para tornar mais reto e luminoso o caminho que trilhamos. Assim, a fim de melhor vos explicar o meu pensamento, escolhi o seguinte tema que, com toda a certeza, vos obrigará a uma frutuosa e santa reflexão:
Matar Animais - Os Ratos e os Homens
Adotando o tom coloquial, já pensastes, irmãos meus, que matar um rato, um coelho bravo, ou até um frango de aviário é um ato mais criminoso do que matar um homem? Não vos escandalizeis, pois é a verdade e se duvidais, reparai bem: Ao matar um pobre e insignificante rato, atentais, de forma grave e irremediável, contra a obra do Criador, pois, com a morte, o rato acaba de vez, perde-se... Ou, na melhor das hipóteses, transforma-se em estrume, se aceitardes a teoria de Lavoisier1. Mas o homem, com a sua alma imortal, é por natureza indestrutível e não desaparece da criação assim do pé para a mão, mesmo que lhe cortem as carótidas ou que o esburaquem com munições de G3. Vivo ou morto, cantará sempre a glória de Deus! Refleti pois, meus irmãos, sobre esta profunda verdade... mas não a tomeis como pretexto para andar por aí desalmadamente a linchar os vossos semelhantes. Em tudo se quer humildade, paciência e moderação. Amén.
1) - "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
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A Desilusão
domingo, novembro 06, 2011
«Quando a corja topa da janela... o que faz falta... quando o pó que comes sabe a merda... o que faz falta... o que faz falta é avisar a malta...» - Zeca Afonso
Os costumes estão dissolvidos e os caráteres corrompidos. As práticas do quotidiano têm por única direção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita e não existem quaisquer sinais de solidariedade entre os cidadãos. Deixou definitivamente de se crer na honestidade dos homens públicos. Os partidos e os políticos não são patriotas e em nada lhes interessa o país e o povo, a sua organização e o seu progresso. A única preocupação que lhes vemos é a de guindar-se ao poder para o usar em seu proveito e apagar o rasto dos que lá estiveram antes. Sanear... por outras palavras! Os partidos e os políticos não têm coerência. O seu critério e a sua moral são a intriga. A intriga política, a intriga partidária... O partido A apoia o candidato B? Pois logo a seguir abandona-o. Porquê? Porque ontem o Presidente era apto e hoje é inapto. Porque ontem era uma salvaguarda para a democracia e hoje é um perigo para a mesma. Porque ontem garantia as liberdades e hoje ameaça-as. A imprensa é venal, rancorosa e torpe nos objetivos e nos meios. Nunca faz justiça, aplaude os seus, acusa os outros e mente desbragadamente. Dia e noite movem-se os prelos, calandra-se o papel, esfalfam-se os tipógrafos, arrasam-se os revisores, emprega-se uma enorme quantidade de trabalho, consomem-se subsídios estatais. E para quê, afinal? Para difundir mentiras, insinuações e calúnias. Para negar a informação em vez de a divulgar, obrigando o cidadão honesto a ler entrelinhas, porque a objectividade dos factos não interessa ao jornalista, interessa, sim, o veneno com que os adultera e deforma. A classe média perdeu a identidade e abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. Os serviços públicos, cônscios de que para nada servem, são abandonados a uma rotina e a uma burocracia dormentes. O desprezo pelas ideias aumenta de dia para dia e o viver intelectual definha e arrasta-se empobrecido. O português médio não compra um livro de ciência, de literatura ou de história. Os homens leem A Bola e as mulheres a revista Mariana. Os professores não ensinam o pouco que sabem. Os estudantes, consequentemente, não aprendem e a ignorância paira sobre o povo como um nevoeiro cerrado. Perdeu-se a consciência moral e a altivez da dignidade e da opinião. A família, base da sociedade, é o desastre. Os jovens drogam-se, saem de casa e afundam-se na delinquência. Os pais encolhem os ombros e lavam as mãos como se não tivessem qualquer culpa, consolando-se com o mal dos outros. Todas as consciências certificam assim a podridão em que vivemos. Estou triste.
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O Orgulho
quarta-feira, outubro 19, 2011
Não há dúvida que nós, portugueses dos sete costados, nos temos em grande e subida conta. Se no plano técnico somos capazes de pôr a nu as coisas que correm (insofismavelmente) mal, no plano sentimental passamos uma enorme esponja sobre as nossas (muitas) fraquezas e continuamos a olhar a negra realidade através de lentes cor-de-rosa. Somos, assumidamente, os melhores do mundo! Lisboa é a cidade mais bonita do mundo - dizemos compenetradamente e de sorriso alvar. Gouveia e Águeda são, sem tirar nem pôr, respetivamente a Veneza e a Paris portuguesas. Os sapatos que fabricamos em S. João da Madeira são os melhores da europa - e quem diz sapatos diz outra coisa qualquer. Os nossos emigrantes são apreciadíssimos e desejadíssimos no estrangeiro - são a fina flor da emigração. Os nossos compositores e intérpretes só não ganham os festivais devido aos (inconfessáveis) interesses das multinacionais do disco. O caldo verde e o cozido à portuguesa são manjares ímpares, sem paralelo em todo o mundo civilizado. Broa como a de Avintes e queijadas como as de Sintra não se encontram em lado algum - é o encontras! - e até a nossa informação - tão remendona, dependente, deturpadora de factos e sordidamente imparcial - é a única verdadeiramente livre que existe daqui até aos antípodas. Somos, é oficial, um caso sério! E quanto ao desporto... nem é bom falar. Se o Benfica, à rasca, passa uma eliminatória a jogar contra um Ferencváros qualquer, aí está o génio lusitano a revelar ao mundo a sua grandeza. Se a seleção de hóquei em patins dá 25-0 a uns peruanos pataqueiros que não sabem nem agarrar no stick, olhamos felizes o seu subdesenvolvimento do alto da nossa olímpica superioridade. Se a pobre Vanessa Fernandes, a suar por todos os lados, arranca a ferros um terceiro lugar, festeja-se o acontecimento e condecora-se a mulher, como se, em vez de digna vencida, tivesse sido a gloriosa vencedora. Somos assim mesmo, não há a volta a dar! Esta dificuldade que nós portugueses temos em enfrentar a realidade, cria um estado de espírito que seria candidamente comovedor, se espontâneo e nascido de uma certa inocência de alma - mas não é! E não é porque em vez de candura, o que existe é apenas pelintrice mental e um grotesco quadro de valores nascidos num viscoso ambiente de embrutecimento, orquestrados pelos mentecaptos e imbecis criadores de mitos que dominam os nossos mass media. Somos um caso perdido! Em vez da reflexão rigorosa e do "conhece-te a ti próprio e ao país real de que és parte", nós portugueses optamos por alienar a nossa atenção e, entre um porra! e um arroto... gritar energeticamente: Viva o Benfica! Enfim...
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A Peregrinação
sexta-feira, outubro 14, 2011
A última peregrinação a Fátima (13 de Outubro) reuniu milhares pessoas o que prova que a Cova da Iria continua a ser a Meca da fé nacional. Justificadamente, aliás, pois os milagres sucedem-se em catadupa, havendo desta vez a registar o caso espantoso de um paralítico de nascença (com atestado médico) que, após a bênção, se sentiu subitamente curado e está neste momento a treinar-se na equipa do Famalicão, esperando-se que alinhe já no próximo fim de semana frente ao Sporting...
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A Proclamação
segunda-feira, setembro 12, 2011
«Eu abaixo-assinado afirmo solenemente, pela minha honra, que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas...»
Portugueses!
Basta de miséria e sujeição!
A todos vós - filhos de um povo ultrajado, enganado e espoliado das suas glórias passadas - lanço um solene desafio: De pé, portugueses! Acordai desse sono fúnebre! Mostrai-vos dignos dos vossos antepassados, heróis e navegadores! Não vos deixeis abater pela imagem de miséria que o espelho vos devolve, pois ainda há alguém capaz de vos guiar pelos caminhos da honra. Eu! Olhai para mim, portugueses de bem! Olhai-me bem de frente e comparai com os políticos que por aí existem. Atentai na minha verticalidade e solidez. Na clareza com que vos enfrento. Na virilidade com que vos digo a verdade nos olhos. Enquanto houver homens como eu, nem tudo está irremediavelmente perdido, mas é necessário que não façais orelhas moucas às minhas palavras e escuteis o que tenho a dizer-vos.
Portugueses!
Há três longos séculos que Portugal vem sendo governado por incapazes. Por débeis cretinos. Por vendilhões e traidores enfeudados aos interesses estrangeiros. Confiai em mim, pois sou um homem sem ambições pessoais, como já deveis ter percebido. Modestamente, ofereço-vos a minha pessoa, a minha vida, os meus filhos (que ainda não nasceram) e os meus bens, a minha tenacidade e as minhas noites de insónia. O que peço em troca? Apenas isto: que vos agrupeis à minha volta e me sigais, que voteis em mim para que juntos façamos de Portugal o melhor país do mundo.
Portugueses!
Basta de mentira e corrupção!
O combate que vamos travar será duro e será longo - bem sei! - mas será ganho. E só eu - graças a uma vida honrada e sem manchas - conseguirei reunir à minha volta o que ainda resta deste país. Só eu - graças à minha proverbial incorruptibilidade - estou em condições de reestabelecer a ordem pública e o respeito pela hierarquia, de impor a disciplina e o civismo, de acabar com a delinquência e com as demais fontes de perturbação social.
Mas atenção, portugueses: é pegar ou largar!
Ou fazeis a vossa opção rapidamente ou então terei que me chatear porque "quem não Vota Mota, vai bater a bota...".
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A (má) Vaidade
quarta-feira, agosto 24, 2011
« (...) Porque os outros se compram e se vendem? E os seus gestos dão sempre dividendo... Porque os outros são hábeis mas tu não?» - Sophia de Mello Breyner/Francisco Finhais.
Tanto os jornais, como as revistas, a televisão, a rádio e os restantes órgãos de comunicação são, cada vez mais, os grandes assopradores da vaidade humana. É público: a malta vaidosa sempre existiu. Incontestavelmente, porém, nunca em toda a história da humanidade a vaidade foi, como no nosso tempo, o principal motor das ações e da conduta do cidadão, do dirigente, do homem público, do político (seja qual for a sua cor), etc. Vir no jornal, ter o nome impresso - preto no branco - é hoje, para os mortais, que vivem em sociedades ditas civilizadas, a aspiração e a recompensa supremas - sobretudo para os políticos. Nos velhos regimes aristocráticos, o grande esforço dos que tinham ambições no campo da política e nos negócios públicos era obter, se não já o favor em si, pelo menos o sorriso do príncipe. Nas novas democracias (das orgânicas às socialistas e populares) esse esforço é gasto a alcançar a atenção e o louvor da comunicação social. Para conseguirem as dez ou doze linhas de texto, os políticos praticam todas as ações - incluindo algumas boas de que ninguém os julgaria capazes - e não é necessário que as tais linhas contenham um panegírico todo ornamentado. Não há partido ou confissão política que não esteja devorada por este apetite mórbido do reclamo. Ele é tão vivo no truculento e vampiresco fascista ou no social-democrata de falinhas mansas e intenções reservadas, como no marxista de ciência seca e hierática, ou no tenebroso e fanático conspirador de extrema-esquerda, lúgubre, sectário e irresponsavelmente feroz. A todos eles toca, sem exceção, sejam reacionários ou furistas, oportunistas ou charlatães, sócrates ou coelhos, esta esperança radiosa de aparecer nos escaparates.
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Tanto os jornais, como as revistas, a televisão, a rádio e os restantes órgãos de comunicação são, cada vez mais, os grandes assopradores da vaidade humana. É público: a malta vaidosa sempre existiu. Incontestavelmente, porém, nunca em toda a história da humanidade a vaidade foi, como no nosso tempo, o principal motor das ações e da conduta do cidadão, do dirigente, do homem público, do político (seja qual for a sua cor), etc. Vir no jornal, ter o nome impresso - preto no branco - é hoje, para os mortais, que vivem em sociedades ditas civilizadas, a aspiração e a recompensa supremas - sobretudo para os políticos. Nos velhos regimes aristocráticos, o grande esforço dos que tinham ambições no campo da política e nos negócios públicos era obter, se não já o favor em si, pelo menos o sorriso do príncipe. Nas novas democracias (das orgânicas às socialistas e populares) esse esforço é gasto a alcançar a atenção e o louvor da comunicação social. Para conseguirem as dez ou doze linhas de texto, os políticos praticam todas as ações - incluindo algumas boas de que ninguém os julgaria capazes - e não é necessário que as tais linhas contenham um panegírico todo ornamentado. Não há partido ou confissão política que não esteja devorada por este apetite mórbido do reclamo. Ele é tão vivo no truculento e vampiresco fascista ou no social-democrata de falinhas mansas e intenções reservadas, como no marxista de ciência seca e hierática, ou no tenebroso e fanático conspirador de extrema-esquerda, lúgubre, sectário e irresponsavelmente feroz. A todos eles toca, sem exceção, sejam reacionários ou furistas, oportunistas ou charlatães, sócrates ou coelhos, esta esperança radiosa de aparecer nos escaparates.
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O Manicómio
quinta-feira, agosto 11, 2011
«Amor ciúme... Cinzas e lume... Dor e pecado... Tudo isto existe... Tudo isto é triste... Tudo isto é Portugal...» - A adaptação não é involuntária...
Viver não custa, o que custa é ter de viver na crítica situação em que estamos e onde um camarada, por mais partidário ou apartidário que seja, só pode ser otimista se se recusar a pensar no que o espera. O problema económico vem logo à frente do cortejo de (des)graças e nisso, verdade seja dita, a atual conjuntura política não se distingue das anteriores, onde também ele era sempre o número um. E se o problema é o mesmo, as soluções até agora ensaiadas também não mudaram substancialmente pois continua a combater-se o desemprego com mais desemprego e anular o poder de compra com a subida dos preços - o que torna situação do "Zé Tuga" cada vez mais embaraçosa e a bucha mais problemática, sobretudo para quem não pode ir comer a casa da sogra. E é na sequência desta triste realidade que, para pasmo de todos, eis senão quando, reerguido das cinzas, chega o nosso salvador. Sem mais delongas ei-lo:
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A Letra
domingo, agosto 07, 2011
«Hospital da Luz. Receita: 2 peyd fndne (2 um 2h); 1 fkjfnsdalkjfna (almovpo); 3 fkjnvsçnçner (dia sidjrm ehew não) - Sr. Dr. Francisco Alves» - não é russo, muito menos chinês, é a letra de médico...
É público que os médicos escrevem mal e porcamente. Porém um cardiologista, que um amigo meu foi consultar, alarmado com o estado das suas coronárias, bateu todos os recordes. A receita que este prescreveu era de tal modo ilegível que, o meu amigo, do alto da sua enorme sapiência, exibindo-a, conseguiu entrar à borla no Estádio José de Alvalade, aquando do Sporting x Vitória de Setúbal, no Teatro Nacional D. Maria II, onde assistiu à peça "Exactamente Antunes" de Jacinto Lucas Pires e conseguiu ainda circular durante um mês, sem pagar bilhete, nos comboios da linha de Cascais. Mais tarde, exibindo-a na embaixada do Estados Unidos da América, situada na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, foi-lhe oferecido, de pronto, um emprego na CIA, que acabaria por não aceitar por ser um marxista dos sete costados. Mas não é tudo... o patrão aumentou-o em 500€/mês e até a filha beneficiou da coisa - pois conseguiu entrar na faculdade sem fazer o secundário. Onde a receita acabaria ironicamente por falhar seria na farmácia - pois o farmacêutico acabou por vender-lhe uma pomada para as calosidades, o que acabaria por não contribuir minimamente para a cura dos seus recentes padecimentos cárdio-vasculares. Venha daí a prescrição médica electrónica, pá!
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É público que os médicos escrevem mal e porcamente. Porém um cardiologista, que um amigo meu foi consultar, alarmado com o estado das suas coronárias, bateu todos os recordes. A receita que este prescreveu era de tal modo ilegível que, o meu amigo, do alto da sua enorme sapiência, exibindo-a, conseguiu entrar à borla no Estádio José de Alvalade, aquando do Sporting x Vitória de Setúbal, no Teatro Nacional D. Maria II, onde assistiu à peça "Exactamente Antunes" de Jacinto Lucas Pires e conseguiu ainda circular durante um mês, sem pagar bilhete, nos comboios da linha de Cascais. Mais tarde, exibindo-a na embaixada do Estados Unidos da América, situada na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, foi-lhe oferecido, de pronto, um emprego na CIA, que acabaria por não aceitar por ser um marxista dos sete costados. Mas não é tudo... o patrão aumentou-o em 500€/mês e até a filha beneficiou da coisa - pois conseguiu entrar na faculdade sem fazer o secundário. Onde a receita acabaria ironicamente por falhar seria na farmácia - pois o farmacêutico acabou por vender-lhe uma pomada para as calosidades, o que acabaria por não contribuir minimamente para a cura dos seus recentes padecimentos cárdio-vasculares. Venha daí a prescrição médica electrónica, pá!
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O Erro
quinta-feira, março 17, 2011
Abundamos em certezas, confiamos cegamente nas nossas ideias e tendemos a considerar-nos, não raras vezes, seres muito dotados e esclarecidos. Porém, se antes de falar pensássemos duas vezes, talvez falássemos com mais acerto ou optássemos até por ficar calados. Se o cherne, a chaputa, o peixe-espada e o besugo morrem pela boca, a nós, humanos, não nos dá saúde nenhuma as burrices que teimosamente dizemos. Porque raio havemos, sempre, de ter opinião e manifestá-la a propósito ou a despropósito?
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As Gerações
terça-feira, março 08, 2011
«João Miguel, já disse para estares quieto! Olha que eu vou chamar o teu pai e depois levas uma surra valente! Pensas que eu sou uma das tuas colegas de escola, é? Mau, mau.»
Cada geração, cada sociedade, cada pessoa tem o seu modo de educar as crianças. Mas, se quisermos ser rigorosos, no fundo, há apenas duas opções: a severidade ou a condescendência barata, por outras palavras, levá-las à pancada ou deixá-las fazer o que querem. Agudizados como andam os conflitos de gerações, não costumam ser brilhantes os resultados, em qualquer das hipóteses. Atualmente, a tendência é de um modo geral favorável à segunda opção: não violentar a personalidade das crianças, nem reprimir os seus desejos e iniciativas. Contudo, a receita não é fácil de pôr em prática. Se as deixarmos jogar basquetebol no quarto, podemos dizer adeus aos candeeiros, aos retratos do bisavô e ao sossego. Se consentirmos que puxem os cabelos à empregada doméstica ou lhe espetem o garfo dos fritos no traseiro, cedo deixaremos de ter quem nos trate da cozinha e das limpezas. Se as não impedirmos de cortar o rabo aos gatos dos vizinhos e de urinar da marquise abaixo, temos todo o prédio contra nós e não tarda um abaixo-assinado ao senhorio a exigir o nosso sumário despejo. Então... desfazêmo-las à pancada? Submetêmo-las à pior das torturas? Pômo-las a pão e água? Impossível. Estaríamos a criar monstros, marginais, delinquentes, drogados, assaltantes de bancos e guerrilheiros urbanos. Que fazer, então? Chamar-lhes à atenção para as regras de convivência social ou atirar-lhes à cara com o nosso bom exemplo - não é boa ideia. Isto porque se estão nas tintas ou nem sequer nos ouvem. E muito cuidado precisamos de ter para que não descubram as nossas misérias, fraquezas e telhados de vidro, o que nos deixaria à mercê da sua impiedosa chantagem. Porque se os putos descobrem que o pai perdeu no póquer metade do ordenado ou que a mãe se deita com o patrão, está tudo perdido - daí em diante viver-se-á em regime de terra queimada. No nosso tempo de crianças, uma asneira por semana - do género, soltar o canário da gaiola ou pegar fogo à cama da avó - já nos desanuviava o espírito e funcionava como escape para as chatices do dia-a-dia. E a sova, que em retribuição, apanhávamos dos pais, deixava de pé, e bem clara, a hierarquia familiar. O equilíbrio ia sendo possível e lá passávamos de crianças a adolescentes e de adolescentes a adultos quase sem dar por isso. Hoje não! Hoje pais e filhos vivem de costas uns para os outros, numa guerra permanente. E os interesses de uns e outros apresentam-se tão opostos e inconciliáveis entre si, como os do devedor e credor, do explorador e do explorado...
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A (boa) Gatunagem
segunda-feira, março 07, 2011
«Você não tem vergonha de andar a roubar carteiras, em vez de trabalhar? Está preso em nome da lei...»
É muito aborrecido um tipo ficar sem carteira nos apertões do metropolitano ou encontrar a casa assaltada quando regressa de férias - ninguém duvida. Porém, um mundo habitado apenas por gente séria talvez não fosse o paraíso que muito tendem a apregoar. Arrisco mesmo que a nossa estrutura social, construída a contar com a gatunagem, a delinquência e a criminalidade barata, sofreria um rude golpe se elas desaparecessem. Se de um momento para o outro desaparecessem os ladrões e toda essa escória dos fora da lei, que faríamos nós dos polícias, juízes, advogados, do pessoal dos serviços prisionais e de toda a complexa máquina da justiça? Desemprego?... Mas os problemas não se ficam por aí, pois seria tarefa bem difícil reconverter toda a gama de indústrias que produzem artigos destinados a proteger o cidadão dos amigos do alheio. Como é claramente o caso das portas e portões à prova de todas as artimanhas, das chaves, dos cadeados e aloquetes, dos fechos, das trancas e gradeamentos, dos cassetetes, das algemas e arames farpados, dos alarmes anti-roubo e de toda uma enorme diversidade de dispositivos de segurança, dos mais simples aos mais sofisticados. Numa sociedade como a nossa - e por muito que isso pese às mentalidades - os gatunos têm o seu lugar entre nós e contribuem, à sua maneira, é certo, para fomentar o emprego e desenvolver a produção industrial. Queiramos ou não, são nossos parceiros sociais. _______________________
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A Televisão
sexta-feira, março 04, 2011
«Oh Carlitos, francamente! Falamos disso depois, pode ser? Deixa lá ver o que está a dar no canal da bola...»

Os psiquiatras chamam à televisão o «terceiro-pai» pelo papel determinante que ela desempenha, em relação aos filhos, no seio de uma família - tipo, atual. Família em que o pai sai de manhã cedo para o trabalho, almoça na tasca ou na cantina e regressa à noite; em que a mãe também sai de manhã, almoça na cantina (ou com o patrão de tiver boa perna) e regressa tarde e a más horas; em que os filhos andam por aí ao Deus dará a jogar ao berlinde em vez de irem para as aulas. Mas quando os pais chegam a casa, fartos do emprego e moídos dos apertões do metro e do autocarro, querem tudo menos aturar os filhos. E logo tratam de evitar as perguntas e as solicitações de interesse com a fórmula mágica: Deixa-te de conversas parvas e liga a televisão para vermos o que está a dar. A partir daqui o terceiro-pai entra em funções, alardeando os seus recursos e toda a capacidade de persuasão de que é capaz o mundo das imagens. Tenham cuidado. Muito cuidado.
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A Pandilha
quarta-feira, março 02, 2011
«Vossa Excelência deseja pagar a continha agora ou mandamos a despesa para o Ministério, como de costume, hmm?»
Talvez não saibam que alguns ministros, desses que vão passando pelo Poder, acostumaram-se a aproveitar a hora de almoço ou do jantar para resolver assuntos importantes das suas áreas de governação. Bravo! Muito bem! - exclamará o leitor - Isso é que é trabalhar em prol do povo! Com efeito, assim parece, à primeira vista, mas sugiro que moderem o vosso entusiasmo. Isto porque esses almoços e jantares, opíparos, bem regados e comidos em bons (para não dizer excelentes) restaurantes custam os olhos da cara e quem paga a fatura dos mesmos, não é o Sr. Ministro... mas a tesouraria do respetivo ministério. O que, por outras palavras, quer dizer: quem paga é o Zé - somos nós. Essas horas extraordinárias de Sua Excelência ficam-nos, não se deixem enganar, por uma pipa de massa, porque, além da comida ser cara e os vinhos de uma qualquer colheita de 1960, as bocas são muitas. Come e bebe o Sr. Ministro, come e bebe o seu palaciano chefe de gabinete, come e bebe o Secretário de Estado ou diretor-geral, come e bebe a secretária boazona (escolhida a dedo para esse cargo tão nobre), comem e bebem os respetivos motoristas, pois essa pandilha não anda a pé nem de autocarro - anda de Mercedes, e é cada um com o seu. A intenção do Sr. Ministro - deixemo-nos de aldrabices - não é prolongar o seu tempo de trabalho; para isso bastar-lhe-ia chegar ao seu gabinete às nove da manhã e não por volta do meio-dia como tem por hábito fazer. Com esse golpe de teatro, consegue, isso sim, juntar às benesses que o cargo já lhe traz mais essa de comer e beber regaladamente e de borla, ser simpático e mãos largas para com os seus satélites e poupar à mulher a chatice (e a despesa) de lhe grelhar um bife. Além de que - e atenção porque isto é importante - a mesa de um bom restaurante é o lugar ideal para dar corpo às belas negociatas, com as garfadas a alimentarem o engenho e os copos a estimularem as decisões. É meio caminho andado, está bom de se ver. Mas será isto verdade? - interrogar-se-ão os mais incrédulos. Será possível que coisas destas se passem num estado de direito, em pleno regime democrático, protagonizadas por membros de governos legais e constitucionais? Sim, é. Mas já que entrámos no (sub)mundo das comesainas dos ministros, deixo para reflexão: Já pensaram que, só à vossa conta, já ofereceram pelo menos um arrebatador banquete a um Sr. Ministro, à esposa do Sr. Ministro e à amante do Sr. Ministro? Já pensaram quantas toneladas de lagosta e rosbife, quantos hectolitros de bons vinhos, whiskies e cognaques essa malta tem comido e bebido à vossa custa? E já vos ocorreu que diariamente enquanto grelham um bitoque, há um governante que se empazina com trutas ou caril de gambas pagas com a massa que veio buscar à vossa algibeira? Macacos me mordam, é demais! E, para cúmulo, além de vos chularem, nem sequer agradecem no fim: Arrotam-vos em cima...
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The Insurgency
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Portuguese Cinema has a long tradition and has been featured in news publications worldwide. Directors like Manoel de Oliveira and João César Monteiro, among others, have gained Portuguese cinema international attention. However - and there is always a however as well when dealing with Portuguese stuff and material - the lack of movies that at least try to depict or portray our reality and, on the other hand, the unexplainable incapacity to communicate with the viewers are obvious problems. These two things, not to mention the high prices of tickets and snacks, "scare the crap out of everybody" who wants to see good cinema. Nevertheless, I believe that I have an idea that could solve all these knotty problems. The solution is to look at the problem from a different angle. We should be proud of us and wherever we go we should show others that we are not less than anyone else. In order to do it, I suggest that we start to face our own Cinema the same way that we all do with our national football team. How? Let me ask you this: How do the Portuguese people see their own national team? With passion. So, people need to start to support Portuguese Cinema, the same way. Make sure you bring your scarf, your vocal chords and your Portuguese flag next time you attend a national movie. Scream like a girl, jump higher than ever before, get your hands up - Let's support it! Let's save our beloved Cinema...
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Cuidado com os teleféricos.
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Cuidado com os teleféricos.
O Adeus
quinta-feira, novembro 11, 2010
«(...) Por vezes até me sinto comovido. Comovido de verdade. Não sei se será uma missão divina ou um desígnio homérico." - João Serra (Senhor do Adeus).Há mais de dez anos que um homem tem por principal função dizer adeus a quem passa. Primeiro no Saldanha. Mais tarde no Restelo. O Sr. João tornou-se um símbolo maior. Hoje choramos a sua morte, esta será a sua homenagem:
Começo por acenar a todos e todas.
Sempre disse, aos mais chegados, que este espaço voltaria um dia. Por isso é, sem falsos propósitos propagandísticos, que o digo: Hoje é o dia. Mais maduro, mais útil e, essencialmente, mais mordaz este blogue volta ao ativo de cara lavada e pronto para o que der e vier. Dito isto, falar realmente do que nos traz aqui. É o assunto do momento: o adeus está em crise. Desapareceu, para sempre, aquele que fez do "adeus" um "olá", aquele que deixava as crianças em completo delírio com um simples gesto, aquele que - indubitavelmente para sempre - será conhecido como o «Senhor do Adeus». Chamava-se João Manuel Serra e faleceu aos 79 anos de idade. Tive oportunidade de o conhecer, numa célebre saída à noite, em Lisboa, onde ficou patente a sua boa disposição, o seu sentido de humor e o seu espírito de camaradagem - ou não tivesse o João (como gostava de ser chamado) dito: "Pessoal, se querem um conselho de amigo, deixem-me que vos diga; Estão a ver aquele bar acolá? Entraram agora ali sete mulheres lindas e tem sido assim a noite inteira...". Até sempre João, obrigado. Adeus.
«Paris tem a Torre Eiffel, Londres tem o Big Ben e Lisboa tem o Senhor João...» - Ivan Mota
E agora se não se importam... adeus.
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A Descoberta
sexta-feira, setembro 24, 2010
«Sou um homem generoso, pelo menos é o que a minha mãe diz.» - José Sócrates (Primeiro Ministro de Portugal de 2005 - ?)
Por fim o estudo que faltava. De repente tudo ganhou uma proporção diferente, uma luz nova, de repente tudo passou a fazer sentido. Segundo um estudo, da Universidade de Toronto, as crianças que começam a mentir em tenra idade desenvolvem o seu cérebro mais rapidamente, ficando assim mais habilitadas ao nível da liderança. Só hoje consigo perceber o porquê de José Sócrates ter chegado a PM.
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A Despedida
quinta-feira, junho 10, 2010
Bem sei que este opróbrio está ultrapassado, pelo menos no plano temporal, porém, no rescaldo da ocorrência, fui informado que, no entender das excelsas mentes episcopais, a vinda de Joseph Ratzinger a Portugal, assim como a tolerância de ponto concedida pelo Governo são "uma resposta a uma aspiração do povo português". Se assim é, sendo eu um anti-aspiração - por outras palavras: um anti-português - tenho bom remédio: partir para bem longe, mudar de nacionalidade e converter-me ao desconhecido, isto antes que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, espicaçado pelo Governo português, me venha bater à porta pedindo esclarecimentos. Dizer também que o meu súbito desaparecimento se deve, em parte, a esta situação. É esperando que esta fatalidade não tenha repercussões graves que deixo a pergunta: Sr. Ministro da Administração Interna, Dr. Rui Pereira, quantas(os) horas/dias tenho para abandonar o país? As minhas, desde já, sinceras desculpas. Viva Portugal.
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Cuidado com os teleféricos.
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Uma Questão de Democracia
sábado, abril 24, 2010
«O que parecia sonho converte-se em realidade...»
Salazar, homem de dois sentidos, cem por cento antagónicos, foi responsável, quer queiramos quer não, por um capítulo importante da História de Portugal. De nada vale escamotear a realidade: com Salazar as finanças do país sanearam-se, a vida dita regrada do Estado permitiu a solidez da moeda, a disciplina e o rigor da administração garantiram o ressurgimento da economia. Como é facilmente perceptível, Salazar divide opiniões e o seu nome aterra, em pleno século XXI, em conversas, debates e demais fóruns de discussão. No momento em que surge Salazar, Portugal era um país fragilizado e em crise, débil e sem solução à vista. Com a chegada do "Salvador da Pátria" o país movimentou-se: abriram-se novas escolas, criaram-se estradas, portos, pontes, erigiram-se todo o tipo de edifícios - tudo para que "os portugueses pudessem tirar o maior partido do seu trabalho e aspirar a uma vida melhor". Contudo esta visão idílica do 'modus operandi' do regime, que fazia de Portugal um país de projecção internacional, abafava uma verdade temerosa: os seus ideais, o espírito de missão incutido no povo português levou-o à miséria, ao desmembramento e ruína de todo um povo. Anos mais tarde, "o redentor de Portugal", que durante trinta longos anos se serviu da obstinação, oportunismo, ousadia, crueldade, desprezo e despotismo sofreu um acidente que viria a mudar o curso da História. Nas palavras de Miguel Torga: "acabou um reinado, uma época". O Homem que odiava sonhadores, por considerar que estes corrompiam a realidade cai sendo, desse modo, afastado de um pedestal que ocupava há anos. Pouco tempo depois o regime - que fez da trilogia "Deus, Pátria e Família" o seu insigne hino - tomba e é dado um importante passo rumo à democratização do país. Mas será que, numa altura em que se celebram os trinta e seis anos do 25 de Abril, nos podemos considerar um país livre? Que o diga José Manuel Coelho, deputado do PND-M, que foi impedido de circular na via pública, mesmo gozando do privilégio de ter um cartão de livre trânsito (uma clara violação ao estatuto do deputado). Podem ler toda a história aqui: Política Pura e Dura. Importa também dizer que o referido deputado, num acto de protesto, aceita vender o seu cartão de deputado: Aqui e aqui.
«... por um Portugal Livre. 25 de Abril, SEMPRE!»
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