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The Hero

quarta-feira, março 24, 2010

«Hey Spider-Man come down off that wall, right now. Come over here and fight me like a man!»

Who have never dreamed of wearing a cloak and jump off from a wardrobe, or even from the balcony of our house and fly like a bird?
And now with the cover dressed, who never thought that could melt objects only with the power of sight or lift cars with the
flick of the wrist? Anyway, who never dreamed of being a hero? Come on, don't be shy. Let's say it clearly, doesn't everyone at same point in their lives, aspire to be a hero? You've probably dreamed of climbing Mount Everest, being a hero by scoring the last second shot at the buzzer, by diving to save a child from an oncoming ship or by saving an aged woman from a thief - but, in order to achieve great things you need power! If you could have super-powers, what kind of powers would you chose?
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Beware of the lifts.

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O Boxe

sábado, março 06, 2010

«À minha direita, vindo da Costa de Caparica, o campeoníssimo, Hidráulico Oliveira! E do meu lado esquerdo, senhoras e senhores, a estrela internacional, o campeão do mundo em título, Mijardino Pinto! Meus senhores aos seus lugares...»

Digam o que disserem, não há miúdo algum à face da Terra que, na sua infância, nunca tenha andado à pancada na escola. Do mais sossegado ao mais rebelde, todos tiveram o seu momento de glória. Para os homens, este facto está associado a uma questão de afirmação da sua infindável masculinidade; para as mulheres, confesso que nunca percebi o que é aquilo de 'puxar cabelos'. Seja como for, estas lutas têm um propósito claro: resolver problemas que de outra maneira não poderiam ser solucionados. Mas agora pergunto eu: O que é, afinal, o boxe? Muito provavelmente: o desporto mais enfadonho que a humanidade inventou. O problema deste desporto está bem identificado: duas pessoas lutam, entre si, sem terem nenhum argumento prévio para o fazer. E, mais estranho ainda, fazem-no em shorts sempre de olhos postos no cinto (prémio de vitória) - feito a que só os predestinados têm acesso. Para que este "desporto" faça sentido, sugiro que mal entrem no ringue, os lutadores, comecem a insultar-se um ao outro - só assim, e justificadamente, poderíamos ver um combate verdadeiro. Estamos sempre a aprender com as crianças.
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A Gulodice

segunda-feira, março 01, 2010

«Ora bem, já leva aqui dois queijinhos, trezentos gramas de fiambre, um frasquinho de azeitonas e cinco bolinhas mal cozidas. É tudo, minha senhora?»

Para lá da logística que envolve, por certo, a organização de um estabelecimento de venda ao público, o seu sucesso depende da maneira como este é divulgado, do alcance dessa divulgação e da relação entre vendedor e cliente - sim, bem sei que não é muito original, da minha parte, dizer isto, mas é um facto. In fact, para que esta relação funcione é preciso que o vendedor tenha experiência, um conhecimento profundo do mercado e dos públicos e uma boa dose de persuasão. Porém, e este é ponto capital, existe a boa persuasão e a má persuasão. Quando falo de má persuasão falo de vendedores que nos tentam impingir, sem sucesso, tudo e mais alguma coisa. Nestes casos o «...e mais?» e o «...o que deseja mais?» destacam-se da concorrência. Para este tipo de vendedor não importa o que se vende, importa é vender. Não se surpreendam, então, se virem este tipo de pessoas pôr em arrematação a própria esposa, o estabelecimento ou a vida da sogra. A estes indivíduos nunca me verão comprar nada. However, o bom persuasor é aquele que, sem dar nas vistas, impele os outros a comprar - mantendo sempre a postura e a boa educação. Estes sujeitos têm o hábito de dizer: «...é tudo?» e «...se precisar de uma ajudinha, é só dizer.». Este estilo 'polite, distingue o bom do mau vendedor. Por isso já sabem: digam não à chico-espertice, digam não à plutocracia, digam não ao marialvismo engarrafado.
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A Promoção

sábado, fevereiro 27, 2010

«Depois de uma segunda volta de campeonato que excedeu todas as expectativas, Portugal sobe assim ao principal escalão. Estão lançadas as bases, boa sorte!»

Já acabou o tempo em que Portugal fitava o mundo com um olhar subalterno e serviçal. Hoje Portugal olha 'olhos nos olhos' para os outros, está na moda e é cada vez maior. Que se cale para sempre quem diz que Portugal é um país pequeno. Portugal tem, a título oficial, 92 090 km² de área terrestre. No entanto, se a este valor adicionarmos a área territorial marítima, sobre a qual temos soberania até às doze milhas de distância da costa e as duzentas milhas da ZEE, sobre a qual temos soberania económica (os direitos de exploração) então Portugal cresce e muito chegando aos 1.710.000 km² de superfície. Números redondos, o nosso país ocupa o 109º lugar, a nível mundial, em termos de superfície terrestre, mas se pensarmos em Portugal como um todo - o que implica falar da área de jurisdição no mar - então ocupamos a 11º posição. Portugal é, imaginem só, maior que a Índia. Mas não é só; Bem sei que é coisa recente, mas o que dizer deste espontâneo proliferar de catástrofes naturais no nosso jardim à beira-mar plantado? Que me lembre, o nosso país foi sacudido por tornados, tremores de terra, cheias incríveis, frio e tsunami's num curto espaço de tempo. Não há qualquer dúvida, está tudo a mudar. Nós, o Brasil da Europa, estamos, neste exato momento, capazes de competir cara-a-cara com os nossos amigos americanos, indonésios e japoneses relativamente a esta questão. Mas, ainda assim, há mais: O Terrorismo/ETA (prometo não referir o nome de Otelo Saraiva de Carvalho neste texto). Este fenómeno, que é para todos nós uma novidade, teve o dom de catapultar a marca Portugal além-fronteiras - o que só vem enobrecer a nossa posição no mundo. Apesar desta ascensão meteórica temos ainda um longo e sinuoso caminho pela frente. Não creio que se deva proibir o sonho, mas porque é mesquinho semear ilusões, o náufrago - ainda longe de terra - não pode esquecer-se de continuar a nadar. Viva Portugal.

«Temos muita insegurança e emigrantes em França, temos o 13 de Maio... temos queijo e temos paio...» - Manuel João Vieira.

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A Discriminação

terça-feira, fevereiro 23, 2010

«Princípio da Igualdade - 2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.» - Artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa.

Antes de tudo, importa dizer, aqui e agora, que sou contra qualquer tipo de discriminação. Feita esta nota introdutória, de carácter metodológico, tenho a dizer que é com algum amargo de boca que tenho, nos últimos tempos, visto a "luta" cair no exagero, no ridículo e, não poucas vezes, num profundo e descabido abuso de Direitos. Na minha despretensiosa opinião, por respeito à História e às muitas batalhas vencidas, quer no que respeita ao racismo, por um lado, quer à discriminação sexual, por outro, penso que deveríamos abolir - de imediato - qualquer tipo de discriminação - ainda que esta seja 'inconsciente'. Fará algum sentido, pergunto-me, que existam ginásios exclusivamente femininos? Que sentido faz que Homens e Mulheres, numa saída à noite, paguem valores diferentes? Regra geral, os que outrora foram discriminados pela sociedade, tendem, por vezes, embora inconscientemente, a cair no erro de descriminar. Enquanto cidadão português, ao abrigo do artigo 13.º/nº2 da Constituição Portuguesa, arrogo-me no Direito de entrar e usufruir de um ginásio exclusivamente feminino e de pagar o mesmo que as mulheres numa discoteca. Homens unamo-nos! Não dessa forma que estão a pensar [...] é preciso acabar com estas injustiças.
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O Discurso

domingo, fevereiro 21, 2010

«Efetivamente, hoje poderia ter sido um dia histórico. E digo poderia porque foi negado um direito de cidadania a cidadões.. a cidadães. Isso não passa de demagagógico.. demagajógico...» - este senhor.

Para muito boa gente falar em público, pode dizer-se, é canja. Para esta estirpe, que calculo ser rara, uma plateia com uma pessoa ou cinco mil é a mesmíssima coisa. Falam, falam, falam e não se cansam - é-lhes intrínseco. Porém, e quanto a isso nada pode ser feito, há pessoas que não suportam ter alguém à sua frente e olham para situações como esta como o pior dos castigos. É neste tipo de situações que surgem a ditas "brancas", os bloqueios inexplicáveis, ou o que lhe queiram chamar. Lembro-me de ver, ao longo do meu percurso escolar, colegas que, perante uma plateia de alunos e professores, tremiam tanto que mal se conseguiam manter em pé, já para não falar dos que não conseguiam dizer nada e invariavelmente desatavam a chorar. Todos já passaram por situações de clara exposição; Ou porque são dirigentes sindicais e têm obrigatoriamente que gritar palavras quentes a multidões, ou porque foram o aniversariante, em algum momento das vossas vidas, e todos vos pediram um discurso ornamentado, ou porque simplesmente são administradores de uma empresa que insiste, ano após ano, em levar-vos ao palco da festa de natal. Como reagem a este tipo de exposição? Que técnicas usam?
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92.0 FM

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

«E agora silêncio, que se vai cantar o Fado...»

No tempo da ditadura provinciana do Estado Novo, havia uma máxima que - arrisco dizê-lo - perdurará para todo o sempre e que nos distinguiu, na altura, do resto do mundo. Falo exactamente da trilogia do F - Fado, Fátima e Futebol. Dada a nossa postura natural para o tradicionalismo, para o passado e seus derivados, é sem surpresa que vejo o florescer deste novo projeto - com quatro meses de existência - de seu nome: Rádio Amália. A ideia é vencedora, não há dúvida, mas deixa uma pergunta no ar: o que virá a seguir? Seguindo esta linha de raciocínio parece-me evidente que estará para breve a inauguração da Rádio Eusébio, da Rádio Capelinha das Aparições, Rádio Popota, Rádio Tony Carreira e, claro, para compor o ramalhete, a Rádio Benfica.

«Numa casa portuguesa fica bem pão e vinho sobre a mesa. Quando à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa co'a gente...»

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O Tremor

quinta-feira, dezembro 17, 2009

« O desemprego é um terramoto de 10,2 à escala de José Sócrates» - Paulo Portas

Segue-se um facto que pode demorar algum tempo a ser interiorizado. Pode parecer absurdo no inicio, mas lembrem-se do que disse o grande detective Sherlock Holmes: «quando se elimina o impossível, o que restar, por mais improvável que pareça, tem de ser verdade». É por isso que, sem falinhas mansas e paninhos quentes, vos digo que 2012 chegou mais cedo. Comecem, de imediato, a construir as vossas Arcas de Noé - mãos à obra! Depois de tantas ameaças (terramotos políticos, terramotos sociais, 1755, 1969...) por fim o terramoto final. Brincadeiras à parte, e antes que me chamem Medina Carreira versão 2.0, devo confessar que me assustei ao ver o chão, a cama e as paredes serem sacudidas como se de um cão molhado se tratassem. Ainda estou à espera da onda gigante...
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O Futuro

segunda-feira, dezembro 14, 2009

«[...] porque se fui eu que o defendi, é lógico que sei o que se passa e neste momento não vou dizer se ele vai continuar comigo ou sem migo. O que lhe posso dizer é que dificilmente ele terá condições de voltar.» - Luís Filipe Vieira (Actual-Presidente do Sport Lisboa e Benfica)

Não há volta a dar. Enfrentamos, a todos os níveis, um problema grave. Eu acrescentaria: muito grave. Tenho, comigo, provas irrefutáveis de que a evolução/selecção natural de Darwin (a título póstumo) funciona. Funciona e isso, desenganem-se, não tem que ser necessariamente bom. Actualmente as pessoas com maior índice de escolaridade, com mais qualificações, conseguem melhores condições de vida, adiam até mais tarde o casamento e têm cada vez menos filhos (se os tiverem). Contrapondo, as pessoas menos qualificadas terão menores condições de vida e mais filhos. Se atentarmos nas leis da evolução, se quem se reproduz mais são os iletrados, então num futuro - não sei estimar se longínquo ou próximo - quem vai ser a maioria dominante serão precisamente - adivinhem - os iletrados. No ano 2600 - vão já preparando os vossos filhos, netos, bisnetos, trinetos e tetranetos - toda a população mundial será ignorante.

Esta foi uma maneira de brincar um pouco com a lei da selecção natural de Darwin - muito em voga nestes últimos dias. Para quem quiser saber mais sobre a dita lei: ver.
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O Progresso (sem limites)

terça-feira, maio 05, 2009

«Polícia! Vai em excesso de velocidade! Na próxima oportunidade quero que encoste à sua direita. Repito! Na próxima oportunidade vai encostar à sua direita. Abrande a viatura e encoste à sua direita, é uma ordem!»

O Homem, não é novidade para ninguém, procurou, desde sempre, fazer-se deslocar. De início, esse fardo era responsabilidade dos animais que, mal ou bem, se esforçavam por ajudá-lo (que remédio!). Séculos mais tarde, com a revolução industrial, abriram-se as portas ao progresso e surgiram assim meios de transporte nunca antes sonhados. A evolução, apesar de paulatina, foi tão grande que hoje em dia temos, ao nosso dispor, um arsenal quase infinito de transportes (marítimos, aéreos, terrestres e espaciais). É quase impossível imaginar o mundo sem a evolução da tecnologia e mobilidade de que hoje dispomos. Outrora, chagavam a fazer-se viagens de Lisboa ao Porto em doze horas, hoje é possível chegar à Lua, imagine-se, em menos de seis. Consultem este site e vejam quanto tempo demorariam, escolhendo diferentes destinos e modos de viajar. A evolução tem sido em catadupa mas.. haverá efectivamente um limite como muitos vaticinam? Para que percebam que essa hipótese está excluída à partida, peço a vossa atenção para o seguinte raciocínio; Sabe-se que a estrela mais próxima do Sol é Proxima Centauri. Está sensivelmente a 4,22 anos-luz (quarenta triliões de quilómetros de distância) da Terra. Com a tecnologia existente em 1998 (sonda Deep Space 1 movida a iões) levaríamos cerca de oitenta e um mil anos a chegar à referida estrela. Em 2005, viajando a sessenta e dois mil quilómetros por hora, a Voyager 1, levaria setenta e seis mil anos a chegar a Proxima Centauri. Para concluir o raciocínio, está em equação o Projecto Orion que, movido a bombas nucleares, estará preparado para viajar a cinquenta e quatro milhões de quilómetros por hora (5% da velocidade da luz) precisando assim de oitenta e cinco anos para chegar a Proxima Centauri. Haverá limites? Deixo para reflexão.
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O Extraterrestre

segunda-feira, maio 04, 2009

«Verdade ou mentira, o Paradoxo de Fermi vem expor uma verdade inconveniente:"Se eles existem, porque raio não os vemos? Porque não estão aqui connosco?.."

Há casos que dão que pensar. Este é, sem dúvida, um deles. Nos últimos tempos, uma questão em particular tem-me feito dar um sem-número de cambalhotas, voltas e mais voltas: E se estivermos realmente sós? E se nesta imensidão formos, de facto, os únicos? Apesar de improvável, esta teoria tem pernas para andar - e por uma razão simples: o grande silêncio nunca foi quebrado. Nunca, tirando algumas excepções, foi possível estabelecer contacto com entidades extraterrestres. Tentámos tudo o que estava ao nosso alcance, mas do outro lado.. nada. Bom, não vou negar que gostava de conhecer extraterrestres. Fossem eles bons samaritanos, capazes de nos ensinar tudo e mais alguma coisa ou polvos gigantes vindos do outro lado da galáxia com armas laser para nos conquistar. Mas.. onde estão eles afinal? Se são de facto evoluídos, capazes de viajar à velocidade da luz, super inteligentes e diversificados, porque razão, pergunto eu, não vieram ter connosco? A visão de um Universo plural, rico em biodiversidade, com muitas formas de vida e algumas civilizações é assustador, mas imaginar um Universo infinito e vazio é, verdade seja dita, infinitamente pior. Sabendo nós que as condições físicas e químicas são iguais em todo o Universo, porque razão somos nós o único lugar onde a vida teve efectivamente lugar? Dúvidas e mais dúvidas..
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O Ilusionismo (+ petição)

segunda-feira, abril 20, 2009

«Está lá? É da polícia? Olhe, quero relatar um desaparecimento. Eu sou ilusionista, estava a fazer um truque e a minha assistente desapareceu. Oiça lá, está a insinuar que... sabe quem eu sou? Sou descendente em linha directa de Houdini !»

Devo confessar-vos que gosto de ilusionismo, vulgo magia. Quando bem feito, um truque de magia, pode mover planetas e montanhas, fazer levitar humanos e elefantes, eliminar do mapa moedas e automóveis e dar vida a objectos inanimados. Esta panóplia de recursos, aparentemente impossíveis de executar, e sem fim à vista, pode porém revelar-se perigosa. Houdini, Siegfried & Roy e Val Valentino que o digam. Houdini acabou por falecer num dos seus números; O duo Siegfried & Roy foi atacado por um tigre no meio do seu espectáculo. Hoje Roy, vive preso a uma cadeira de rodas, sendo que uma recuperação completa está totalmente fora de hipótese; Já Val Valentino, vosso conhecido por ter o seu show a passar na SIC generalista, é ameaçado dia-sim-dia-sim; um linchamento não estará, certamente, posto de lado. Este indivíduo, para os mais desatentos, é um tipo que vem explicar por A + B como se fazem os truques. Um a um - a solução. Ora, que sentido fará isto? A piada da ilusão, julgo, é ficar confuso e completamente desnorteado. Isto é como, sem preparação, dizer a uma criança que o pai natal é uma mentira. E assim, posto isto, amigos e amigas, desconhecidos e desconhecidas, jovens e idosos, todos da mais alta burguesia à mais pacata das classes, tu e aquele ali escondido - sim vocês rapaziada! - saibam que estão convocados para um extraordinário linchamento. Juntos.. somos mais fortes! Adiante. Tive ontem conhecimento que algures neste planeta, num número amador, um ilusionista tentou fazer desaparecer a sua assistente, um número certamente conhecido por vocês. Até aqui.. tudo bem, não fosse o facto d'essa mesma assistente nunca mais ter aparecido. O que terá acontecido.. ninguém sabe, mas a polícia está a investigar. Ó Valentino, explica lá esta...
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O Tempo

sexta-feira, abril 17, 2009

«Zé Tó.. estás à espera de quê? Tens nove anos, tens que ir trabalhar! Não te posso sustentar até aos vinte, o que raio pensas que sou? Uma máquina de fazer dinheiro? Casa lá com uma mulher decente e vai à tua vida.. vá mexe esse rabo!»

A grande maioria das pessoas, não é segredo para ninguém, tem medo de envelhecer. As causas são as mais diversas: doença, invalidez, dependência de outrem, o cansaço, a humilhação, as rugas, o regredir à infância e logicamente a morte; Este medo, mais difuso, é inerente à condição humana e, portanto, não há controlo sobre ele. Consciente ou inconscientemente sabemos que vamos envelhecer e passar por tudo o que daí advém. Em traços gerais a esperança média de vida de um homem é, actualmente, de setenta e cinco anos aproximadamente (75,1) um número muito baixo quando comparado com o das mulheres - oitenta e um (80,9). E agora pergunto eu: "Será isso necessariamente bom ou... mau?" Claro que é muito bom! Eu quero viver até aos 423 anos! Longevidade acima de tudo! - dir-me-ão alguns. Valerá mesmo a pena vivermos tanto tempo se a nossa vida se torna tão degradante e vazia? Valerá? - dir-me-ão outros. Pois bem, façam a trouxa (uma ou duas mudas de roupa será suficiente) e levem merenda porque vamos fazer uma viagem ao passado. Porquê? Vamos procurar a resposta para este enigma. No século XVII, a esperança média de vida era, grosso modo, para ambos os sexos de trinta anos. Más colheitas em consequência de condições climatéricas adversas, doenças/surtos, guerras, medicina atrasada e rudimentar.. uma complicação danada fiquem sabendo. Assim, proponho que façamos uma analogia muito simples: se reportármos esta média (30) aos dias de hoje: aos cinco anos concluiríamos o ensino secundário, aos seis teríamos a carta de condução, aos dez anos estaríamos de casamento marcado, aos quinze claro.. o divórcio, aos dezanove receberíamos a nossa primeira bengala, aos vinte e dois anos os netos começavam a aparecer pela casa.. e a partir dos vinte oito, se tudo estivesse bem, as pessoas diriam: Impressionante! Que valentia, olha a força de viver daquele tipo. Tem vinte e oito anos, mas contínua tão lúcido e activo. Parece que tem uns oito anitos o coitado. No cômputo geral as coisas mudaram para melhor, é verdade. Mas até que ponto é funcional viver tanto tempo? Até que ponto é possível ter uma qualidade de vida aceitável em idades mais avançadas? Não sei, não sei mesmo. Há casos e casos, vidas e vidas, modos e mais modos de pensar. Há males que vêm por bem mas, meus amigos, haverá sempre bens que vêm por...
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A (má) Pareidolia

domingo, abril 12, 2009

«Só me faltava esta.. chamem a polícia! Está um homem na Lua! Piscou-me o olho! Isto é muito grave, valha-me Deus! Salve-se quem puder, é o fim. Nostradamus é-que tinha razão, Santa Bárbara!»

Caros leitores, não pensem que vou permitir que neste blogue se tape o sol com a peneira. Aqui, o trigo e o joio estão sempre separados, a excepção confirma sempre a regra, o ouro nunca é entregue ao bandido, o branco é branco, o preto é preto e tudo o que vise comprometer este dogma será alvo de medidas drásticas. A verdade, aqui, é um ponto assente - não há nada a esconder. Pois bem, tudo o que se tem dito ao longo dos anos, séculos, milénios, acreditem, não passa de uma ardil e trapaça fraude. Que mania será esta que move o Homem fazendo com que este atribua características humanas à natureza? A História está empanturrada de exemplos desses: O Homem da Lua, Cydonia, a Nebulosa do Caranguejo, as constelações. Como se tal não fosse suficiente, alargámos os nossos horizontes e mesmo em ambientes hostis como sujidade, humidade, fumos, chamas, nuvens e gordura conseguimos vislumbrar rostos. O que passa connosco? Segundo Carl Sagan, tudo não passa de um processo evolutivo. Outros falam em condição psicológica, há ainda quem vá dizendo que o que conta aqui é a faixa etária. Não sei o que será, mas sei que tal só está ao alcance de mentes muito avançadas, mentes muito criativas e à frente do seu próprio tempo. Independentemente disso, uma coisa, parece-me certa - nada disto é terrível e apocalíptico como muitos tentam fazer passar. Tudo isto terá um fim, sim. Lá fora, algures no firmamento, um inimigo desloca-se a grande velocidade desejoso por pôr fim a tudo isto. Poderá ser um buraco negro? Poderá. Poderá ser um asteróide? Poderá. Será um jacto de raios gama? Eventualmente. Agora, quererem que eu acredite que o «olho de Deus» que tudo vê, sente, sabe e pune poderá, num dia de menor disposição, resolver acabar connosco.. não vão por aí. A esses ditos profetas digo: Não senhor!

Quantos de vós são pareidolistas?
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O Caos

domingo, abril 05, 2009

«Trimmm...! Trimm! Estou sim? O quê? No hospital? Ai valha-me Santa Catarina! O que lhe aconteceu, uma queda? Um atacad.. hã? Importa-se de repetir? O meu filho está no hospital à custa de um atacador?! Como é que isso é possível?»

De entre todas a teorias, teoremas, paradoxos e leis que vamos aprendendo, ao longo dos anos, percebemos que algumas se revelam entusiasmantes, vibrantes e até lógicas. Da mesma maneira que algumas se revelam aborrecidas e sem sentido. Pois bem, de todas elas a minha preferida é (tambores...) a Teoria do Caos. De todas que conheço, mal ou bem não interessa, esta é, sem dúvida, a minha favorita. A Teoria do Caos aplica uma velha máxima, que penso, todos conhecem: Pequenas causas, grandes efeitos. Ou seja, pequenas alterações nas condições iniciais resultam em profundas alterações no resultado final. O Caos está por toda e qualquer parte, não adianta fugir-lhe. O exemplo mais paradigmático do que vos acabo de relatar é o Efeito Borboleta. O simples bater de asas de uma borboleta despoleta uma pequeníssima alteração da pressão do ar em redor de si mesma. Ora, essa alteração produzirá um efeito de bola de neve nas moléculas de ar, a ponto de, daqui a uns tempos, provocar uma catastrófica tempestade na América. Pequenas causas, grandes efeitos. Outro exemplo caótico: as nossas vidas. Sim, a nossa vida é gerida pelo Caos. Imaginemos, por exemplo, que precisam de ir tratar de uns assuntos, entram no vosso carro mas como estão constipados, e muito, espirram. Um valente e sonoro Atchim! Pegam no lenço, assoam-se e seguem tranquilamente viagem. Perderam com isto quinze segundos. Mais à frente, e por obra e graça de um ser vil, abjecto e infame, um carro desgovernado vai contra vocês. Resultado: Têm um acidente brutal que vos deixa com mazelas insanáveis para o resto das vossas vidas. Imaginemos então que não tinham andado à fresca no dia anterior. Que não estavam constipados e que aquele espirro não acontecia. Tinham chegado quinze segundos mais cedo ao local do acidente e como tal - nada disto teria acontecido. Pequenas causas grandes efeitos. Dá que pensar ..
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O Lembrete

quinta-feira, março 05, 2009

«Desculpa?! Estás a chamar-me velha, Carlos Miguel? Terei ouvido bem? Daqui em diante dormes no sofá. Estás proibido de me dirigir a palavra e de me tocar com um dedo que seja. Boa noite e um queijo.»

Não tenhamos dúvidas, minhas senhoras, vocês complicam o que é suposto ser fácil. No que diz respeito a datas - todos sabemos - vocês são uma força da natureza. Sabem o dia de aniversário do João, do Manel, da vizinha do rés-o-chão direito, do primo em décimo grau, do avô, da avó, do papa, do cão, do gato. Sabem, porque eu sei que sabem, escusam de esconder, o ano em que Napoleão sucumbiu aos pés dos russos, a data que marcou o início definitivo dos tempos, a data do próximo eclipse solar, a data - com precisão ao segundo - em que o mundo vai acabar. A ideia que eu tenho é esta; Para a mulher, e corrijam-me agora se estiver enganado, toda a vida gira à volta do mundo afectivo. As mulheres sabem com uma precisão quase atómica tudo o que se passa/passou/passará à sua volta. Contudo, minhas prezadas senhoras, como homem, sinto que devo fazer qualquer coisa e se me é permitido.. cá vai: fiquem, vossas excelências, a saber que um homem não é uma mulher. Mas que grande novidade ó tótó! - dir-me-ão algumas de vós. Vocês já sabiam? Tenho as minhas dúvidas. - digo-vos eu. Nós homens, convençam-se disso, pensamos de maneira diferente. É normal esquecermo-nos de algumas datas. Digam-me uma coisa, já repararam que nunca nos esquecemos do Natal? E sabem porquê? Porque quando se aproxima o Natal recebemos avisos exteriores de que essa data festiva se aproxima. Há luzinhas e mais luzinhas e pais-natal por tudo o que é lado. No caso de um aniversário, seja ele do que for, aconselho das duas uma: ou as mulheres começam a por luzes por tudo o que é canto, para que seja claro que se avizinha um aniversário ou então fica deveras complicado para nos lembrarmos de uma data que sabemos ser sempre muito especial. Era só isto que vos tinha para dizer, podem continuar a fazer aquilo que interromperam.
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A Disgnosia

domingo, março 01, 2009

«Ó gente, são duas da tarde e eu tenho que comer. Como é que é? Vamos comer um McDonald's? Vá decidam-se lá pá; eu vou andando para a fila. Fiquem para aí a salivar e a espumar de inveja desgraçadinhos..»

Por uma razão qualquer que, confesso, não percebo muito bem, o McDonald's goza de um estatuto, de um epíteto, de um trato muito muito singular. Afinal, de que outra maneira se explica que tenha um tratamento diferenciado? De que maneira se explica que venda cento e noventa hambúrgueres por segundo, como se explica que faça mais dinheiro e que abra novas lojas de dez em dez horas? Não faço a menor ideia. A única coisa que de facto sei é que esta história do tratamento diferenciado me perturba. A exclusividade em torno deste fenómeno é gritante; que levante o dedo todo aquele que nunca ouviu/disse a seguinte expressão: Acho que me está a apetecer comer um McDonald's. Então esses dedos no ar? Estão com vergonha? Pois é, eu já previa. Agora a seguinte situação: Acho que me está a apetecer uma Telepizza. Ah! Tantos dedos, vocês afinal estavam aí e não diziam nada a ninguém. Bem sei que a língua portuguesa é levada da breca, provavelmente será só um engano.. não é um "erro" propriamente dito, todas estas incongruências têm uma explicação plausível. Eu não sou linguista mas isto parece-me nitidamente um caso de polícia. O «Mac» conseguiu mudar hábitos, idiomas, expressões, ideais e... o peso das pessoas. Ai, ai , ai , ai , ai .. mas que raio de democracia é esta? Prendam-me estes tipos!
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O Tomate

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

«Menino Rui, diga-me lá então: O que é para si um tomate? Terei ouvido bem...? Está a dizer-me que não sabe o que é um tomate? Olhe, sabe que mais? Não estou para brincadeiras. Saia da sala. Tem falta disciplinar! Toca a andar que eu tenho mais que fazer, irra!»

Objecção, meritíssimo! Há ilicitude processual nesta história toda e um claro interesse de vontades. É condenável, do ponto de vista jurídico, a malquerença e a arrogância de que é vítima o meu cliente Tomate. Apelo ao seu bom senso meritíssimo, o recurso interposto pelo meu cliente pretende única e exclusivamente trazer a verdade à tona. Provados os factos, considero o réu culpado pelo crime de difamação, ocultação e quebra de sigilo profissional. O réu é deste modo acusado a 50 anos de prisão. O juiz decidiu, está decidido! É, por agora, utópico pensar desta forma. Mas um dia, palavra d'honra, as coisas vão mudar. O Tomate - é inegável - carrega às costas um legado, uma dádiva pecaminosa. Um fardo demasiado pesado. Primeiro que tudo é erradamente tido como um legume. Dá para compreender isto? O Tomate é um fruto, sempre foi e sempre o será. Depois, em segundo lugar, a conotação estandardizada de que o(s) tomate(s) é/são «aquilo». Aquilo que vocês estão a pensar. E por último, o infame hábito do ser humano conspurcar o real valor nutritivo e vitamínico do alimento. E sabem que mais? Somos todos, sem excepção, culpados por isto e devíamos ir presos para aprendermos o que é bom para a tosse. Raramente me emprego a fundo na defesa do oprimido, raramente me disfarço de Amélie Poulain, mas desta vez transbordou. Seus estafermos!
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Cuidado com os Teleféricos.

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O Capacete

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

«Toca a levantar pá! Preparaaar! Vamos lá confirmar o equipamento todo rapaziada! Estão prontos? Vou contar até três. Depois saltam, ok? Um.. dois... três! Vamos vamos vamos!»

Não é por nada, mas de cada vez que vejo desportos radicais, é recorrente surgirem-me dúvidas, incertezas, alguns porquês e não raras vezes perda total dos sentidos. Desde quando é que, por exemplo, o Bungee Jumping é considerado desporto? Aquilo é tão desporto como passar uma temporada na apanha do morango em França! E quem diz Bungee Jumping diz Sky Surf ou Queda-livre. Porém, o mais intrigante nem é o conceito; O que mais me chama a atenção neste tipo de passatempo, chamemos-lhe assim, é o uso do capacete. Peguemos no exemplo do Pára-quedismo. Para quê usar capacete num desporto destes? Dá para.. chegar lá? Podiam simplesmente usar um chapéu com plumas, um boné do Beira-Mar ou um chapéu de palhas. Que diferença faria? Sejamos francos, um tipo salta de um avião a quinze mil pés de altitude, por uma razão desconhecida o pára-quedas não abre... e estão à espera que o capacete os salve? É isso que eles pensam que acontece? Mas será que estes tipos sabem quem é/foi Isaac Newton? A gravidade existe. Os corpos caem. É tão certinho como o Natal ser em Dezembro.
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Porque Seinfeld is Life.

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O Intelectual

domingo, fevereiro 08, 2009

«Mãeeeeee! Ó mãe.. anda cá. Estás m'ouvir? O qu'é que é um intelectual? Que doença é essa que deixa as pessoas cegas, rabugentas e com os cabelos em pé?»

Mandasse eu nisto, senhores leitores, e esta história dos intelectuais dava uma grande volta. Todos os que me conhecem, e são alguns, sabem que sou um fervoroso contestatário desta espécie de entidade secreta; o que talvez não saibam é que dediquei os últimos cinco anos da minha vida a estudá-la. Segundo rezam as crónicas, há muito muito tempo, numa galáxia distante, este grupo nasceu sob a égide da cultura e do conhecimento. Com seis cérebros, óculos e uma pilha de livros, estes indivíduos, almejavam conquistar o planeta Terra e escravizar os seus habitantes. Pregadores natos, os intelectuais, conseguiram doutrinar tudo e todos sem excepção. Mil anos mais tarde, depois de seguirem viagem para outro planeta - a herança destes indivíduos permanece e deixou marcas profundas na nossa sociedade. Porque raio achamos que os óculos, tal como os conhecemos, nos tornam, tipo sortilégio, mais inteligentes? Será porque as pessoas passaram demasiado tempo a ler, estudar e pesquisar o que consequentemente originou a explosão dos globos oculares? Querem-me convencer que é por isso que precisam d'óculos? Estamos a falar de um aparelho correctivo, atenção. Quando vemos alguém com um aparelho auditivo não pensamos: Olha ali aquele senhor! Que génio, que cultura, que talento! Tenho a certeza que ouviu muita coisa importante. Não!! Ele é mesmo surdo, garanto-vos.
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Porque Seinfeld is Life.

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